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Hora da Paróquia

A crise politica nacional não terminou com a posse de Michel Temer, mas perdeu força para a esperança de que consiga estancar a crise econômica e recoloque o Brasil nos trilhos do desenvolvimento. Ele não terá o crédito de 100 dias para mostrar resultados, normalmente concedido a todos os gestores, mas tem voto de confiança, e por conta dele os políticos estão se voltando para um novo desafio: as eleições municipais de 2 outubro.

A Paraíba vai escolher 223 prefeitos e 2.185 vereadores, mas as atenções estarão nos 10 maiores municípios (João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Bayeux, Patos,Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Guarabira e Sapé), que juntos concentram 41,27% do eleitorado do Estado, que em 30 de abril totalizava 2.952.706.

Entre esses, João Pessoa certamente é o mais cobiçado não apenas por representar 484.714 votos (16,41% do total da Paraíba) mas por irradiar influência em todos os outros, sendo fundamental para qualquer partido que pretenda eleger o sucessor de Ricardo Coutinho.

A dois meses das convenções que oficializarão as candidaturas – neste ano serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto – os partidos correm para definir nomes e alianças, porque a campanha propriamente dita foi encurtada e a propaganda modificada, mas as novas regras permitem pré-campanha.

Esse tempo será estratégico para os desconhecidos eliminarem a desvantagem. Pode ser de altíssimo risco para aqueles que têm rabo preso e poderão ser expostos. Sem a concorrência da crise nacional, receberão mais atenção da mídia. Em outras palavras, chegou a hora do vale tudo.

Na Capital teremos confronto dos poderes estadual e municipal, que será baseado em denúncias de malfeitos: o governador Ricardo Coutinho (PSB) apadrinha Cida Ramos contra seu ex-aliado, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que foi fundamental para sua reeleição em 2014.

Esse enfrentamento já seria suficiente para muitas emoções, mas tem o deputado Manoel Júnior (PMDB), inimigo de Ricardo; o ex-presidente do Sindifisco, Victor Hugo (PSOL), que enfrentou o governador todos os dias do seu mandato; o jovem Wilson Filho (PTB), com oportunidade impar de se destacar; e Charliton Machado, com a bandeira do PT. Demorou, mas essa campanha não será monótona.

TORPEDO

A articulação para que Cássio apóie seu nome vem sendo feita diretamente por Manoel Júnior, mas todos nós que somos interessados numa candidatura do PMDB estamos fazendo o trabalho adequado ao fortalecimento do seu nome.

Do presidente José Maranhão, para quem a disputa em Campina não impede que PMDB e PSDB façam aliança na Capital.

Apoio desejado

Como não apresentará candidato a prefeito, o PSDB é o apoio mais cobiçado em João Pessoa. Dono do 3° maior tempo de propaganda, tem “estrelas” que transferem votos, como Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena.

Estrelas

Tem ainda o presidente estadual, Ruy Carneiro, que amanhã vai definir com Cássio um cronograma para análise das propostas de aliança. Manoel Júnior, Luciano Cartaxo e Wilson Filho disputam esse apoio.

Largada

Pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB, o deputado Wilson Filho marcou para terça-feira a apresentação da equipe encarregada de elaborar o plano de governo que defenderá, com sugestão dos cidadãos.

Dividida

Em Campina Grande, 2° maior colégio eleitoral da Paraíba (273.234 votos), é clara a polarização entre o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) e o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB). A cidade já está dividida.

ZIGUE-ZAGUE

+ Sem foro especial, a vida do ex-presidente Lula pode ficar complicada. Na denúncia da PGR estaria documentado o seu comando no suborno a Nestor Cerveró.

+ Lula teria telefonado oito vezes para José Carlos Bumlai no dia em que Delcidio do Amaral recebeu os R$ 50 mil que repassou ao advogado de Nestor Cerveró.

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