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Hospital de JP diz que vai fechar por falta de dinheiro; governos garantem repasses

O Hospital Padre Zé, em João Pessoa, informou nesta segunda-feira (1º) que pode fechar por falta de recursos, assim como outros que ficam na região metropolitana. O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa afirmaram que não há atrasos em repasses. 

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Nesta segunda, houve uma reunião para discutir o problema, na qual foram convidados representantes das Secretarias de Saúde da Paraíba e dos Municípios onde os hospitais estão sediados, integrantes do Ministério Público, Procuradoria Regional do Trabalho, e também foram chamados senadores e deputados federais paraibanos.

“O Padre Zé, assim como outros hospitais, está sofrendo com o atraso do repasse dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Se uma providência não for tomada logo, não teremos mais como continuar atendendo a centenas de pacientes”, comentou o padre cônego Egídio de Carvalho Neto, responsável pelo Hospital Padre Zé.

Ao Portal Correio, monsenhor Egídio de Carvalho, um dos responsáveis pelo hospitais filantrópicos de João Pessoa, disse que já são 70 dias de atrasos no repasse. De acordo com o monsenhor, os repasses de dezembro do ano passado ainda não teriam sido feitos.

Na reunião desta segunda ficou decidido que os hospitais irão fazer uma nota comum que irá ser encaminhada para a impressa, secretários, deputados estaduais e federais, governador, Secretaria de Saúde e Ministério Público, pedindo providências. Caso não se mude a política de repasse para os o SUS, as instituições fecharão as portas, como informou o monsenhor.

O Ministério da Saúde informou que não há nenhum recurso em atraso e que é dever do gestor ou da secretaria local manter o repasse direto aos hospitais.

Por sua vez, a Secretaria de Saúde do Estado relatou que o repasse é feito diretamente pelo governo federal aos hospitais e não ocorre via Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa declarou que segue rigorosamente os critérios de prazos e fluxos exigidos pelo Sistema Único de Saúde. “Os repasses dos recursos aos hospitais credenciados e conveniados são realizados após processamentos das contas ambulatórias e hospitalares e, aprovação por parte do Ministério da Saúde”, disse a SMS em nota.

Ainda de acordo com a SMS, atualmente há 24 hospitais credenciados e conveniados com a rede do Sistema Único de Saúde na Capital, entre instituições municipais, estaduais, militares, filantrópicas, privadas e federais.

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