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Ícone da música nordestina, cantor e compositor Antônio Barros morre aos 95 anos

Junto com a esposa e parceira musical, Cecéu, compôs mais de 700 músicas, muitas delas eternizadas nas vozes de grandes nomes da música brasileira
Antônio Barros e Cecéu, em 2018
Antônio Barros e Cecéu (Arquivo/Correio da Paraíba)

O cantor e compositor Antônio Barros, um dos ícones da música nordestina, faleceu na manhã deste domingo (6), em João Pessoa, aos 95 anos. A informação foi confirmada pela família do músico nas redes sociais.

Antônio estava internado desde o dia 26 de janeiro no Hospital Nossa Senhora das Neves, na Capital, quando apresentou um quadro de broncoaspiração devido à dificuldade de engolir alimentos, um dos sintomas da Doença de Parkinson – quadro com o qual conviveu nos últimos anos de sua vida.

De acordo com a família, o velório terá início às 13h deste domingo (6), no Parque das Acácias e o sepultamento deve ocorrer por volta das 17h.

Carreira de inúmeros sucessos

Em parceria com sua esposa, Cecéu, formou uma das duplas mais marcantes da música brasileira. Compôs inúmeros sucessos como “Homem com H”, “Forró do Xenhémnhém”, “É proibido cochilar”, “Por debaixo dos panos”, “Procurando tu”, muitos deles também imortalizados nas vozes de grandes intérpretes como Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Luiz Gonzaga.

Começou sua carreira ainda na década de 1950, tocando pandeiro na Rádio Caturité, em Campina Grande (PB) e, depois, na Rádio Tamandaré, em Recife (PE), onde conheceu Jackson do Pandeiro, de quem se tornou amigo e parceiro profissional.

Em 1971, conheceu Mary Maciel Ribeiro, a Cecéu – formando a inconfundível parceira na música e no amor, compondo mais de 700 músicas e gravando 15 LPs e CDs.

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