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Idosa morre com pneumonia e suspeita de infecção por superbactéria, em Campina

Uma mulher de 92 anos morreu vítima de infecção que pode ter sido causada pela superbactéria KCP (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase), em Campina Grande. A paciente morreu no Hospital Pedro I, depois de ter sido transferida da UPA do Alto Branco, onde tinha recebido os primeiros atendimentos. A Secretaria Municipal de Saúde de Campina emitiu uma nota dizendo que as unidades estão passando por um processo de desinfecção para garantir a segurança em saúde dos pacientes da unidade. Comente no fim da matéria.

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Segundo a assessoria de comunicação da Seretaria de Saúde de Campina Grande, a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda e pneumonia associada à ventilação. “A paciente estava com pneumonia. Exames detectaram presença da KPC”, informou.

A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um microorganismo que foi modificado geneticamente no ambiente hospitalar e que é resistente aos antibióticos. Os primeiros casos do microorganismo foram detectados em pacientes internados em UTI, nos Estados Unidos. No Brasil, até 2012, foram identificados 135 casos suspeitos e confirmados em hospitais do Distrito Federal, até a data presente.

A bactéria KPC foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos no ano 2000, depois de ter sofrido uma mutação genética, gerando uma resistência a vários antibióticos (carbapenêmicos, especialmente) e a grande capacidade de tornar resistentes outras bactérias. A bactéria KPC pode ser encontrada na água, em fezes, no solo, em vegetais, cereais e frutas. O contágio ocorre em ambiente hospitalar, pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

A Secretaria de Saúde informou que, mesmo com os procedimentos de segurança, não houve interrupção dos atendimentos tanto na UPA quanto no Pedro I. “Durante o processo de desinfecção, leitos da Ala Vermelha e da UTI continuam funcionando normalmente em outros espaços dos dois serviços de saúde. Até o fim da manhã desta sexta-feira (21), nenhum paciente precisou ser transferido da UPA para outras unidades hospitalares, em decorrência da desinfecção da Ala Vermelha. A previsão é que os procedimentos nas duas unidades sejam concluídos até fim desta sexta (21)”, informou, em nota.

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou ainda que está adotando todas as medias necessárias para garantir a segurança dos pacientes e funcionários dos dois serviços.

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