Instituto de pesquisa grego prev? retra??o no crescimento econ?mico do pa

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Depois de o Parlamento grego aprovar o segundo pacote de medidas necessárias para a concessão do terceiro resgate de ajuda financeira à Grécia, um dos principais institutos de pesquisa do país, o Iobe (Fundação para a Pesquisa Econômica a Industrial), apresentou à imprensa um relatório que aponta retração de -2% a -2,5% da economia, este ano, e que a recessão deve continuar em 2016. No relatório anterior, de abril, a previsão era de 1% de crescimento.

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Segundo a avaliação do instituto, o recente fechamento dos bancos e o controle imposto sobre o capital, implementados para evitar um colapso do sistema bancário grego, diante da crise, terão grande impacto sobre o consumo doméstico, investimentos, exportações e também sobre o turismo.

Esta semana, os bancos reabriram, mas muitas restrições foram mantidas, como a suspensão de sacar cheques e de fazer transferências para outros países. Para o diretor-geral do Iobe, Nikkos Vettas, “quanto mais cedo o sistema bancário for normalizado, mais cedo os investidores poderão voltar a pensar em fazer investimentos.”

O primeiro pacote, aprovado na semana passada, já mostra impactos diretos no bolso da população grega, com o aumento de impostos em 10% sobre produtos e serviços, como carne e tarifa de táxi. Apesar de afirmar que o acordo terá consequências negativas, devido ao impacto nos preços e outras medidas de recessão, Vettas disse que “o desfecho dessa incerteza que paira sobre nós desde o outono passado, e ainda mais desde Janeiro, será positivo”.

O italiano Giuseppe Lancelotti, que mora na Grécia desde os anos1970, é favorável às reformas, mas acha que as condições para o acordo deveriam ser menos rigorosas. “Os critérios deveriam ser mais humanos, para que trabalhadores e aposentados não sofressem tanto”, disse.

O próximo passo no processo de “resgate” da economia grega será dado nesta sexta-feira (24), quando representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI) estarão em Atenas para iniciar as negociações da ajuda financeira de 86 bilhões de euros à Grécia.

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