Conteúdo patrocinado. Em 1999, a “internet das coisas”, ou internet of things (IoT), foi sugerida inicialmente pelo britânico Kevin Ashton, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O conceito propôs uma rede de objetos capaz de captar e enviar dados por meio de sensores e redes de alta conectividade. Após 20 anos, sua dimensão quebra paradigmas e vai além das “coisas”: pessoas, processos e dados são envolvidos na “internet de todas as coisas”, ou internet of everything (IoE).
Embora a IoE seja recente, a IoT é comumente mais falada e abarca o conceito mais atual. Hoje, nas chamadas Sociedade 5.0 e Indústria 4.0, configura uma das principais tecnologias. Essa rede de dispositivos e pessoas pode propiciar que informações cotidianas sejam coletadas a partir das interações entre gente e tecnologia, potencializando a criação de “Cidades Inteligentes”.
“Esse grande volume de dados, ou big data, pode ser processado por algoritmos de inteligência artificial e machine learning, gerando novos formatos de interação e comunicação e possibilitando aplicações variadas”, analisa o Prof. Dr. Felipe Soares, coordenador dos cursos de TI do Unipê.
“Nesse sentido, uma geladeira pode dizer quais produtos estão em falta ou perto do prazo de validade, a TV pode sugerir uma programação personalizada assim que você chega em casa, a iluminação e o ar-condicionado podem se ajustar ao seu gosto pessoal e uma fechadura eletrônica pode ser liberada remotamente”, cita.
A IoT afeta praticamente tudo: da casa ao trabalho, cinemas, hospitais, clínicas e até cidades inteiras. Na agricultura, por exemplo, drones monitoram as culturas e plantações. “São muitas as aplicações e abordagens que existem e que surgirão nos próximos anos através da IoT”, diz.
A Gartner, uma grande e renomada empresa de consultoria, prevê que 25 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2021, gerando ainda mais informações. A aplicabilidade completa da IoT depende da interação com outras tecnologias, como robótica e cibersegurança. “A IoT/IoE não pode ser tratada como um conceito isolado”, frisa.
Para citar um exemplo da conexão entre IoT e outras áreas, Felipe argumenta que, atrelada à engenharia civil, arquitetura e design de interiores, a rede deverá ser um pré-requisito para a construção de ambientes. Assim, as pessoas lidarão mais naturalmente com a tecnologia em espaços inteligentes. “Chegará um dia em que escolheremos uma clínica médica ou um cinema observando dois pontos principais: a experiência de usuário gerada a partir das interações e o potencial de utilização das tecnologias”, coloca.