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João Pessoa reduz em 46% número de fumantes passivos no ambiente familiar

Os moradores da capital da Paraíba estão cada vez fumando menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo. Foi o que apontou a última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em oito anos, o índice registrou queda de 45,6% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 16%, no ano de 2009, para 8,7% no ano passado. O dado foi divulgado nessa terça-feira (29), pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo. Confira a pesquisa completa.

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Comparada com outras capitais, João Pessoa é a sexta com a maior prevalência do índice. Quando observado o sexo, os homens (8,3%) e mulheres (9%) da capital paraibana apresentaram taxas semelhantes de fumantes passivos em casa. No Brasil, o índice apresentou queda de 42,5%, com destaque para as capitais Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC).

Aracaju-SE (5,1%) teve a menor incidência de fumantes passivos em domicílio, no ano passado. Já Porto Alegre (RS) apresentou o maior percentual (10,4%), no mesmo período. A frequência de fumantes passivos no domicílio foi mais alta entre os mais jovens (18 a 24 anos), em ambos os sexos. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006, para 10,2% em 2016.

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

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