Depois que Anderson Silva fraturou a perna esquerda no UFC 168, em revanche contra Chris Weidman, fãs, lutadores e especialistas em MMA não descansaram até que o brasileiro anunciasse se iria ou não deixar os octógonos. Muitos colegas de Anderson chegaram a decretar a aposentadoria do atleta, afirmando que o ex-campeão jamais seria o mesmo.
Um dos lutadores mais pessimistas quanto a recuperação de Spider é o norte-americano Jon Jones. Mesmo após Anderson ter revelado que pretende continuar lutando, o dono do cinturão dos meio-pesado reafirmou que o brasileiro deve aceitar a aposentadoria. Em entrevista ao programa americano de rádio “Lavar and Dukes”, Jones ressaltou o legado do brasileiro e afirmou que espera que ele atue agora somente fora do octógono.
“Foi muito triste (a lesão). Sei quanto tempo Anderson trabalhou para ser quem ele é. Venci algumas lutas pelo título, ele venceu 12, 13…Isso é muito trabalho. Ver uma carreira tão magnífica e um legado manchados por duas derrotas, duas meio que por acaso, embora eu não considere que a primeira tenha sido por acaso, é uma droga. Deixa um gosto estranho na boca porque não era para terminar assim. Espero que as pessoas lembrem do Anderson por todas as coisas magníficas que ele fez e todas as vidas que ele tocou, tantas pessoas que inspirou. Espero que Anderson fique longe do esporte e continue a ser uma inspiração fora do octógono”, declarou Jon Jones.
O campeão meio-pesado do UFC aproveitou a oportunidade para dar um conselho ao lutador brasileiro: “ ‘Não lute de novo!’. Anderson pode fazer seminários, ele pode fazer discursos motivacionais, pode ajudar todas as crianças no Brasil. Quero dizer, ele é um grande ídolo. Sua grandeza apenas começou, mas acho que, quanto ao octógono, já foi divertido o bastante”, completou.
Enquanto Anderson Silva ainda era campeão dos médios, uma superluta entre ele e Jon Jones sempre esteve em pauta para o Ultimate e para os fãs de MMA. Embora já tenha admitido a possibilidade de enfrentar o brasileiro, Jones costuma dizer que Spider seria mais como um mentor para ele do que um adversário.