Uma agressão a tiro por suposto caso de homofobia deixou o jovem Luciano Santos, de 22 anos, sem sentir as pernas durante a virada do ano em uma festa no município de Baía da Traição, que fica no Litoral Norte paraibano, a 90 quilômetros de João Pessoa. O caso fez amigos da vítima promoverem uma vaquinha online para ajudá-lo no tratamento de saúde.
Leia também: Motorista é baleado por não ter dinheiro para dar em assalto
Pelas redes sociais, o jovem contou que o caso começou quando ele resolveu ir ao banheiro e sofreu xingamentos por parte de um casal.
“Durante as comemorações, resolvi ir ao banheiro público e chamei um dos meus amigos para me acompanhar. Nesse trajeto entre o local da festa e o banheiro fomos bombardeados por ofensas preconceituosas de um indivíduo desconhecido acompanhando de uma mulher. O meu amigo que me acompanhava resolveu voltar e responder àquelas ofensas e para evitar confusão tentei encerrar a discussão verbal entre os envolvidos insistindo para que meu amigo fosse até o banheiro comigo”, relatou o jovem.
O problema se agravou quando o jovem e o amigo retornaram do banheiro para o local inicial onde eles estavam. Nesse momento, um outro homem, aparentando ser amigo do que proferiu os xingamentos, atirou contra a vítima e o amigo.
“Outro indivíduo, que aparentemente conhecia o agressor verbal, chegou atirando, o que resultou numa tentativa de homicídio onde eu fui vitima de arma de fogo, assim como meu amigo foi atingindo de raspão no dedo da mão. Foi mais um típico e absurdo caso de homofobia, onde fomos tachados de “bichinhas” por estranhos e a resposta à ofensa vitimou inocente. Não sei os motivos que levam e levaram pessoas a agirem assim, mas espero que um dia a paz vença a guerra”, afirmou Luciano Santos.
A vaquinha online para ajudar no tratamento de saúde de Luciano pode ser acessada clicando aqui. No total, o objetivo é arrecadar R$ 10 mil. Até as 15h desta quinta-feira (10), o total arrecadado era de R$ 3,3 mil.
O jovem foi procurado pelo Portal Correio para informar se houve denúncia à Polícia Civil e qual delegado estaria investigando o caso, mas ele não respondeu ao contato até a publicação desta matéria.