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Judicializa?

Pelo o que se viu e ouviu ontem, a coligação do governador Ricardo Coutinho não pretende dar sossego ao senador Cássio Cunha Lima, candidato ao governo pelo PSDB. Além da avalanche de pedidos de impugnação, a coordenação jurídica do PSB veio a público patrocinar denúncia de compra de apoios.

Independente da aparente fragilidade do conteúdo, resultado de uma gravação produzida por um ex-secretário de governo, a denúncia merece apuração da acionada Polícia Federal, instituição com autonomia e técnica para elucidar o caso e averiguar até que ponto há robustez de provas ou se tudo não passa de fabricação.

Afora o mérito, que dispensa juízo precipitado, a estratégia girassol parece clara: associar a imagem de Cássio – primeiro colocado nas pesquisas – à corrupção eleitoral. Assim faz no esforço jurídico contra o registro do senador, suscitando o Caso FAC, e agora, quando acusa-lhe de cooptação de lideranças.

A idéia central é criar fatos e ambiente para enfraquecimento do adversário, uma ameaça real aos planos de reeleição do socialista. Para tanto, a articulação do PSB deflagra seu ataque com objetivo muito específico: o de arranhar o concorrente a partir do conceito político.

Um primeiro passo para tentativa de desconstrução da liderança expressiva de Cássio nessa fase da campanha, algo que inquieta os seguidores do governador em dificuldades na atração de adesões. Quadro que precisa ser superado sob pena de crescimento do candidato tucano ao ponto de não mais ser possível alcançá-lo.

O trabalho de ‘inteligência’ nos campos jurídico e político do PSB mira a subtração e contenção do percentual majoritário de eleitores que se inclinam pela preferência pelo senador e na perspectiva de afastá-lo daquele universo eleitoral ainda indeciso. É preciso, porém, um cuidado: o de não passar a impressão de desespero.

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