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Julho das Pretas traz Cátia de França e Tássia Reis

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (Dia de Tereza de Benguela), celebrado mundialmente neste sábado (25), será comemorado na Paraíba com show virtual das cantoras Cátia de França e Tássia Reis, às 20h, respectivamente, no canal da Fundação Espaço Cultural da Paraíba no Youtube (https://www.youtube.com/funescpbgov).

A ação chamada pelo movimento social de mulheres negras de Julho das Pretas teve adesão do Governo do Estado, por meio da realização de uma série de atividades da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana. O show do Julho das Pretas é resultado da parceria com a Funesc.

Cátia de França

A cantora Cátia de França, considerada uma lenda viva da música regional brasileira, tem mais de 40 anos de carreira e já gravou seis discos. Suas canções já foram gravadas por grandes nomes da MPB, como Elba Ramalho, Amelinha e Xangai. Seu trabalho faz referências a escritores como Manoel de Barros, Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo. Foi parceira de palco de grandes artistas, como Jackson do Pandeiro.

Tássia Reis

Já a cantora paulista Tássia Reis, nome artístico de Tássia dos Reis Santos, é uma rapper e compositora brasileira. Uma das primeiras rappers mulheres da nova música brasileira, Reis iniciou a carreira com o EP “Tássia Reis” em 2014. Em seguida, veio o álbum de estreia “Outra Esfera” em 2016.

Vozes negras importam

A programação do Julho das Pretas começou com a série de lives Vozes Negras Importam, no último dia oito, pelo Instagram da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (@semdhgovpb).

A série foi criada para homenagear as mulheres negras do estado, desde ativistas, artistas, professoras, cientistas sociais até lideranças quilombolas e feministas negras, abordando temas como cultura, democracia, luta antirracista, educação e o enfrentamento das desigualdades em tempos de pandemias.

Nas lives já foram ouvidas muitas vozes, como Terlúcia Silva, Luciene Tavares, Regina Trindade, Lourdes Teixeira, Jô Pontes, Vanda Menezes e muitas outras.

25 de julho

A definição do 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha foi feita a partir de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. No Brasil, a data virou Lei nº 12.987/2014 e foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu durante o século 18 na região onde hoje está Cuiabá, capital do Mato Grosso. Com a morte do companheiro, José Piolho, Tereza se tornou a rainha do Quilombo do Piolho, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.

Assim como Tereza, outras mulheres foram e são importantes para a nossa história. Com trabalhos impecáveis e perseverança, elas deixaram um legado, que cabe reverenciarmos e visibilizarmos a emancipação das mulheres negras, como forma de homenagear; Antonieta de Barros, Aqualtune, Theodosina Rosário Ribeiro, Benedita da Silva, Jurema Batista, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Conceição Evaristo, Maria Filipa, Maria Conceição Nazaré (Mãe Menininha de Gantois), Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Dandara, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Mãe Stella de Oxóssi, entre tantas outras.

Serviço:

Julho das Pretas – Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

25/07
– Show virtual:
– 20h – Cátia de França
– 22h – Tássia Reis
– Canal: TV Funesc (https://www.youtube.com/funescpbgov)
– Realização: Governo do Estado – Semdh – Funesc

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