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Jurandy do Sax toca ‘Bolero’ em prédio na quarentena do coronavírus

O músico Jurandy do Sax, conhecido por executar o ‘Bolero de Ravel’ durante o pôr do sol na Praia do Jacaré, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, está seguindo a tradição e, em momento de isolamento social como medida preventiva contra o novo coronavírus, tem feito apresentações diárias na cobertura do edifício em que reside, no bairro Aeroclube, Zona Leste da Capital.

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Segundo o saxofonista, as apresentações se iniciam pontualmente às 17h20, seguindo até o sol se pôr no horizonte. Para levar a música para além da vizinhança, Jurandy tem feito transmissões ao vivo pelo perfil pessoal dele no Instagram: @jurandydosax.

Questionado sobre o que o estimula a manter as apresentações, Jurandy elencou dois motivos. “O primeiro é que tocar o Bolero é mais que um trabalho, é uma missão. Faz parte de minha vida. Se eu não fizer, não me sinto bem, sinto falta. É algo muito pessoal. O segundo é que achei uma alternativa de levar entretenimento às pessoas que, assim como eu, estão nessa situação de quarentena”, conta o músico.

Enquanto toca o instrumento, Jurandy é incentivado pela interação com os vizinhos. “As pessoas nos prédios vizinhos aplaudem, piscam luzes. A receptividade está sendo muito boa”, ressalta Jurandy.

Quarentena em Cabedelo

A suspensão das apresentações de Jurandy do Sax na Praia do Jacaré ocorre em virtude de decreto emitido no último dia 20 de março pela Prefeitura Municipal de Cabedelo para enfrentamento à Covid-19. O documento determina, dentre outras medidas, o fechamento de academias, centros comerciais e teatros, bem como a alteração no horário do comércio local: das 9h às 15h.

A alteração no horário do comércio passou a valer a partir do último sábado (21). Já o fechamento de centros comerciais e estabelecimentos congêneres,  academias, centro de ginástica e estabelecimentos similares, teatros, circos, parques de diversão e afins, começou a valer a partir da segunda-feira (23).

A determinação não se aplica aos supermercados, mercados, mercearias, agências bancárias, postos de gasolina, padarias, farmácias e serviços de saúde como hospitais, clínicas, laboratórios e estabelecimentos semelhantes.

Saiba mais sobre o novo coronavírus no vídeo abaixo:

Comentários

  • Gilberto Valença disse:

    Moro em Recife e mensalmente frequento João Pessoa, e, TODAS as minhas idas, não perco o PÔR DO SOL da Praia do Jacaré. Já tirei várias fotos com o grande Jurandir do Sax, tanto no catamarã quando em sua apresentação no palco o de toca AVE MARIA. Estou há 5 meses sem frequentar a querida João Pessoa, cidade que pretendo morar quando me aposentar.

  • Marcelo Elias disse:

    Jurandy do Sax é um dos grandes ícones do turismo pessoense. Fez várias performances em programas da Tv–Globo e afins. Chegou a ser convidado pelo Governo francês para conhecer a terra do Ravel. Apresentava semanalmente, à noite, um promissor show folclórico-humorístico-musical em um dos Restaurantes do Jacaré
    Antes da descaracterização do Pôr-do-Sol, em face de ações do MPE-PB do, a performance do Jurandy com o Bolero de Ravel era o maior evento turístico da Paraíba, com repercusão nacional e até internacional. Se Vc chegasse lá depois das 15 horas, corria o risco de não encontrar lugar nos bares e restaurante e, portanto, perder os locais então privilegiados de ver melhor o majestoso show da natureza, o Pôr-do-Sol, ao tempo em que ficava degustando petiscos e bebidas, sem contar os shows musicais disponibilizados. Ao participar de alguns Congressos nacionais em João Pessoa, mesmo nas minhas férias, passadas há 36 anos seguidas e ininterruptas no Hotel Tambaú, pude recolher um sem número de milhares de depoimentos extasiados desses Congressistas e dos turistas visitantes. Guardarei para sempre os depoimentos de 50 Congressistas de São Paulo, habituados a viagens para o exterior, declarando “foi o passeio mais EMOCIONANTE que já vi”, uma senhora fez questão de dizer que chorou na execução do Bolero e da Ave Maria…. Por falar em depoimentos, cabe-me aduzir que sou o Avaliador número 1, em Brasília, do TripAdvisor, o maior site de viagens do mundo, a caminho de 4000 avaliações (algumas sobre o Pôr-do-Sol) e DOIS MILHÕES DE LEITORES, tendo recebido um sem número de críticas indignadas, estupefatas e incrédulas com a descaracterização do Pôr-do-Sol
    Ficou só o comércio artesanal com pouco movimento, mais os passeios nos catamarãs, tentando-se animá-los com os shows folcóricos de qualidade duvidosa e, o pior, passando, no final, uma “chaleira” para recolher uns trocados inconvenientes, pois o evento é muito bem pago. Parece que a frequência já não é mais a mesma de antanho, perdendo quase por completo o encatamento de outrora, comparável ao extasiamento do Natal Luz de Gramado.
    Tudo isso defenestrado em nome da poluição (suponho restos alimentícios das cozinhas, talvez de turistas mal-educados, talvez dejetos dos banheiros e tais, facilmente contornáveis, nada disso foi considerado diante do furor tipo law fare (…), entretanto fazendo-se vista grossa para a poluição das poluições dos barcos que ali fazem pequenos consertos, pinturas e lavagens, parece com utilização de produtos químicos e afins, muito mais poluidores, sem contar eventuais poluições humanas dos barqueiros e
    desses “consertadores” (sic) (a) MARCELO ELIAS, paraibano PRINCESENSE, radicado em Brasília e Autor do livro BRASIL-NORDESTE: CONVOCATÓRIA AOS 9 POVOS DO NORDESTE PARA A GUERRA JURÍDICO-EDUCACIONAL CONTRA OS BASTARDOS PRECONCEITUOSOS ANTI-NORDESTINOS – email:[email protected]

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