
A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, manteve a prisão preventiva de Jonathan Henrique Conceição dos Santos. Na decisão, a magistrada designou para o dia 24 de setembro, às 9 horas, a realização da audiência de instrução.
De acordo com a decisão proferida, a sala de audiência deverá ser devidamente preparada na forma da Resolução nº 322, de 01/06/2020, do Conselho Nacional de Justiça, permitida somente a permanência de um depoente por vez. Deverá ser constantemente higienizada e cadeira e mesas utilizadas pelos depoentes limpas com utilização de álcool 70º a cada participação.
O réu é acusado de matar a jovem Patrícia Roberta Gomes da Silva, que estava hospedada em sua residência e depois ocultar o cadáver. “Importa destacar que o réu foi filmado por câmeras de segurança do local transportando o corpo da vítima na motocicleta de sua propriedade, causando grande repercussão social em todo Estado da Paraíba, em razão da gravidade em concreto, pelos fatos acima elencados”, frisou a juíza.
A magistrada disse que não se mostra viável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, pois a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito e na periculosidade social do agente, indicando que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem pública.
Patrícia desapareceu no dia 25 de abril e a família acreditava que ela estivesse em João Pessoa. A jovem teria vindo à capital paraibana na sexta-feira (23) para encontrar um rapaz.
A última mensagem enviada pela jovem à família foi às 12h06 do domingo. Os pais de Patrícia Roberta vieram a João Pessoa para procurar a jovem e acionar a polícia.
O apartamento onde a jovem teria se hospedado fica no bairro de Gramame, na Zona Sul. Segundo os pais de Patrícia Roberta, uma pessoa da vizinhança disse ter visto quando o morador saiu do prédio com uma moça, que estaria desacordada.
A apuração da polícia constatou, com a família, que o homem com quem Patrícia esteve em João Pessoa seria um amigo que ela conheceu há dez anos, mas estava sem contatos, o que voltou a ocorrer recentemente. Os pais da jovem não gostavam desse rapaz.
No apartamento dele, no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa, a polícia encontrou uma lista com nomes de mulheres, um altar com livros de magia e indícios de acesso à ‘deep web’.