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Justiça nega liberdade a jovem apontado como cúmplice de assassinatos na Espanha

O Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu no final da tarde dessa segunda-feira (7) pela manutenção da prisão preventiva de Marvin Henriques Correia, que manteve contato com o assassino confesso de uma família paraibana na Espanha, François Patrick Nogueira Gouveia. O crime ocorreu na cidade de Pioz, em 17 de setembro.

A defesa de Marvin havia pedido um habeas corpus com pedido de liminar, alegando que a decisão seria nula e que a conversa não tinha indícios de incentivo ou adesão à conduta criminosa de Patrick.

Na decisão, o juiz José Guedes Cavalcanti Neto indefere o pedido de liminar pela defesa. O magistrado argumenta que as conversas entre Marvin e Patrick demonstram indícios que o estudante preso em João Pessoa já sabia que o amigo iria matar familiares na Espanha.

Ainda conforme o juiz, após o assassino dizer que estava preocupado por não saber onde enterrar os corpos, Marvin teria dito para Patrick “pensar direito para não dar merda” e enviado um arquivo com orientações relativas a ocultação dos cadáveres. “Pelo que é dado apreender dos autos virtuais, tem-se que a prova da materialidade e os indícios da autoria delitiva encontram-se demonstrados”, justificou o magistrado. Confira a íntegra da decisão.

A versão, no entanto, é contestada pela defesa de Marvin, que afirma que o jovem só conversou com Patrick depois dos assassinatos. O jovem foi preso no dia 28 de outubro, em João Pessoa. O assassino da família paraibana está preso na Espanha.

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