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Laboratório da Cidade Viva fabrica 200 protetores facias para profissionais de saúde

O FabLab João Pessoa, laboratório de fabricação digital da Escola Internacional Cidade Viva, vai usar a tecnologia e a inovação para o enfretamento ao novo coronavírus, causador da Covid-19. A escola vai produzir 200 protetores faciais para profissionais da saúde da Paraíba, como, por exemplo, médicos em UTIs, que estão em atendimento direto aos pacientes do novo coronavírus, e também para aqueles que trabalham em Instituto de Polícia Científica. O protetor facial, que será distribuído gratuitamente, está utilizando a tecnologia de impressora 3D em sua fabricação.

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O FabLab da Escola Internacional Cidade Viva, pioneiro em uma Escola no estado da Paraíba, decidiu apoiar a iniciativa do Nutes (Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), após o pedido de colaboração às instituições que têm laboratórios com impressoras 3D.

“Entramos em contato com o órgão responsável pela iniciativa, o Nutes, e nos comprometemos em produzir e doar 200 protetores faciais para proteger os profissionais da saúde. Na impressora 3D do nosso FabLab está sendo produzida um dos componentes, que são os arcos 3D, que são os suportes para fixar o protetor na cabeça”, explica Thiago Jucá, coordenador do FabLab João Pessoa da Escola Internacional Cidade Viva.

O Nutes havia desenvolvido esse protetor facial para ser usado por cima da máscara durante atendimento dos médicos à pacientes infectados pelo coronavírus em UTIs. Esse protetor tem sido usado por médicos na China e em outros países da Europa. Ele consegue garantir maior proteção aos profissionais da saúde. A parte impressa em 3D, que é a viseira, é reutilizável e a máscara pode ser usada por mais tempo pelos profissionais.

O Estado da Paraíba vai precisar de, no mínimo, quatro mil proteções faciais e a expectativa é que a rede de laboratórios com impressão 3D que está se formando, a partir da iniciativa da UEPB, atenda toda essa demanda. O FabLab João Pessoa segue fabricando em média 10 unidades e a medida que são finalizados, são encaminhados para a Secretaria de Saúde. Cada um dos protetores faciais dura, em média, o tempo de uma hora e 30 minutos para ser concluído.

O Laboratório de Fabricação Digital (FabLab) João Pessoa, montado no final do ano passado na Escola Internacional Cidade Viva, é um ambiente que inspira tecnologia e inovação. A rede existe em vários países do mundo, dentro de escolas, universidades ou em espaços independentes onde os makers (fazedores) têm acesso a máquinas e computadores para desenvolver as suas próprias ideias e produzi-las em um laboratório. É chamado também no mundo de “Movimento Maker”.

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