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Imagem Ilustrativa (Foto: Reprodução)

Laudo reforça suspeita de que menino morreu após agressão

Principal suspeito de cometer as agressões é o padrasto da criança, que está preso

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O laudo pericial reforçou a suspeita de que uma forte agressão no abdome, que teria sido cometida pelo padrasto, foi a causa de morte do menino de um ano e quatro meses, morto no dia quatro deste mês após ser internado em um hospital do município de Queimadas, Agreste paraibano, a 145 quilômetros de João Pessoa. O suspeito está preso.

As informações sobre o laudo foram passadas ao Portal Correio pelo delegado Cristiano Santana, que investiga o caso.

Conforme o delegado, o laudo já descarta a informação dada inicialmente pela mãe, de que a criança havia sido atingida por um animal de pequeno porte no sábado, mas só passado mal no domingo, dia da morte.

“O laudo informa que o meio que causou o ferimento na criança foi contundente, forte (pancada ou chute), mas não revela qual objeto ou fato ocasionou o ferimento. O documento também afirmar que houve uma lesão grave de baço na criança e isso levou ela à morte em poucas horas, ou seja, a lesão ocorreu no domingo e isso desmonta a versão da mãe de que o animal atingiu o menino no sábado”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o delegado, a conclusão do inquérito sobre a morte da criança será finalizado até sexta-feira (24). “Depois que finalizarmos o inquérito iremos determinar se o responsável pela agressão foi realmente o padrasto. Além disso, não está descartada a responsabilidade da mãe no crime, a partir da fato de omissão da possível agressão”, disse.

O crime

As agressões teriam acontecido em um sítio da Zona Rural do município de Queimadas. Inicialmente, a mãe do menino deu duas versões para justificar a morte da criança.

“Primeiro, ela nos contou que o menino teria se engasgado e, por isso, passado mal e morrido. Depois, ela disse que um animal teria atingido o menino na barriga, ocasionando uma forte pancada. Mas, as duas versões não se sustentaram a partir de exames cadavéricos”, disse o delegado.

Confrontada com os exames, a mãe da criança finalmente contou à polícia que o padrasto do menino o teria agredido.

“Com as informações preliminares dos exames, que apontavam agressões físicas, a mãe resolveu contar a verdade. Ela disse que estava em casa com o menino e o padrasto quando a criança começou a chorar. Ela foi consolar o filho, mas o padrasto não permitiu e houve discussão. Quando ela foi novamente pegar o filho, o padrasto tomou à frente e arremessou o menino ao chão, dando um chute na barriga. Em seguida, o garoto vomitou sem parar e foi levado ao hospital, mas não resistiu”, contou o delegado.

Após o depoimento da mãe, a polícia iniciou buscas e prendeu o padrasto, que nega o crime e segue detido na carceragem da Central de Polícia Civil. Ainda segundo o delegado, a mãe da criança também pode ser indiciada.

“Iremos analisar a responsabilidade da mãe em uma possível omissão no auxílio ao filho e emitir informações falsas à polícia”, finalizou o delegado.

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