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Levando amor e alegria, ‘PalhaSUS’ humaniza tratamento de crian?as em hospitais de JP

Repletos de cor, alegria e solidariedade, um grupo de cerca de 50 estudantes de diferentes cursos da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, há quatro anos se reúne em diferentes hospitais com objetivos mais que nobres: espalhar a felicidade pelos corredores de casas de saúde da Capital e estampar sorrisos em cada paciente, transformando os atendimentos médicos em um encontro humanizado onde o encanto das crianças é sempre garantido. Assim são os ‘palhaSUS’.

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Sempre com um brilho especial, diversas crianças da enfermaria pediátrica do Hospital Universitário Lauro Wanderley, um dos pontos de parada do projeto, recebem semanalmente a visita dos estudantes, que se esforçam para colorir o cotidiano de várias crianças através de atuações que permitem que elas esqueçam das dificuldades vividas em preto e branco entre soros e seringas e passem a viver algo mágico e transformador, acelerando a recuperação com um remédio único: o sorriso.

O idealizador do projeto, o professor da UFPB há quatro anos e meio, Aldenildo Costeira conta que o maior objetivo dos ‘palhaSUS’ é levar a humanização para os hospitais
“O projeto é um espaço importante como uma atuação concreta na sociedade no sentido de transformação para trabalhar numa perspectiva de uma sociedade que busque relações humanas mais saudáveis e humanização dos cuidados com os pacientes.”, disse ele.

Segundo o professor, o projeto nasceu de uma maneira inimaginável em julho de 2010, uma vez que a ideia foi despertada a partir do momento em que dois alunos do curso de Medicina da UFPB começaram a entrar em conflito de maneira intensa a ponto de chegarem à agressão física, o que fez o professor realizar a Primeira Oficina do Riso para tentar incentivar o bom relacionamento entre os alunos. A oficina cresceu e fez visitas às dependências do HU, o que fez com que todos os alunos envolvidos abraçassem a ideia que tomou forma e cresceu. Hoje o projeto é um grande motivo de orgulho para o profissional.

 Professor Aldenildo Costeira, idealizador do projeto

Foto: Professor Aldenildo Costeira, idealizador do projeto
Créditos: Reprodução/ Facebook/ PalhaSUS

“Eu me realizo bastante com o projeto, porque isso humaniza, os palhaços cuidadores mostram uma outra face do cuidado médico. Cada atuação é única, mas não é fácil conviver com o sofrimento”, afirmou ele.

Ainda de acordo com o professor, todos os anos o projeto recebe 32 novos ‘palhaSUS’, que passam por seleção precedida de edital, onde os requisitos são oito horas semanais de disponibilidade e ser estudante de qualquer área da UFPB. Após a seleção, os estudantes passam pela oficina de entrada, também chamada de período de gestação, que dura cinco dias, onde veteranos e novatos trocam experiências e ao final celebram o nascimento dos ‘palhaSUS’, que geralmente acontece com uma grande animação em praças de João Pessoa com direito à escolha do nome de cada um.

Entre os 50 integrantes está Raíssa Mendonça, de 19 anos, estudante de Fisioterapia, ou melhor, a palhaça Farofinha, que assim como seus amigos, espalha alegria por onde passa e conta com orgulho a importância do PalhaSUS na maneira de ver a própria vida e a dos pacientes. No projeto desde 2012, Farofinha não esconde o carinho pelas crianças.

“Meu sonho era trabalhar na área da saúde vestida de palhaça e surgiu o PalhaSUS no meu primeiro ano da graduação, então participei da seleção e consegui entrar; a minha primeira atuação foi em uma comunidade carente e aquilo foi uma experiência muito mágica”, disse ela.

Raissa Mendonça, a palhaça Farofinha

Foto: Raíssa Mendonça, a palhaça Farofinha
Créditos: Reprodução/ Facebook/ Raíssa Mendonça

De acordo com Farofinha, o projeto vem para modificar a rotina nos hospitais através de momentos alegres onde o sorriso nunca pode faltar para enfrentar as dificuldades diárias.

“Muitas vezes, os pacientes não têm a atenção da família, nós buscamos sempre suprir a necessidade das pessoas fazendo uma saúde mais humanizada pois muitos profissionais olham o paciente em seu problema e não ele como um todo, não olham crianças, mas sim fígados, corações, algo isolado”, afirmou ela.

Como estudante e pessoa, Raíssa fala emocionada sobre o que os momentos nas enfermarias representam para ela.

“Para mim eu vivo um sonho realizado, quase não ia participar da seleção, mas agora estou aqui e todas as vezes que eu vou atuar, eu me sinto renovada, ver o sorriso no rosto de cada criança faz eu me sentir a melhor pessoa do mundo, como uma heroína, sinto orgulho, naquela hora eu deixo Raíssa em casa e deixo Farofinha agir, temos uma relação bastante íntima”, completou emocionada.

Juntos, os integrantes do PalhaSUS atuam, geralmente, nos fins de semana e se dividem em cinco grupos que levam amor e cuidados não só para as crianças, mas para diversos pacientes na clínica médica do HU, na enfermaria de pediatria do mesmo hospital, no Hospital São Vicente de Paula e no Hospital Padre Zé nos sábados pela manhã, nos sábados à tarde a plateia é composta pelos pacientes do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira e nos domingos pela manhã a alegria toma conta do lar de idosos Vila Vicentina. Um trabalho árduo, mas prazeroso, onde o amor se põe à frente das dificuldades e a cura pelo sorriso é o principal objetivo.

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