A decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), em anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara repercutiu em reação de líderes da oposição ao governo e de apoio a presidente.
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No lado do governo, o vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PTdoB-PE), afirmou que a decisão de Waldir Maranhão faz com que a Câmara dos Deputados retorne à sua normalidade legislativa.
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Sílvio Costa considerou que a decisão de Waldir Maranhão é legítima como presidente da Câmara e que ela se baseou em vários equívocos cometidos durante o processo de votação do impeachment, como o encaminhamento dos partidos; e o fato da defesa não ter sido ouvida por último depois da leitura do parecer no Plenário.
Já o líder do Democratas na Câmara, Pauderney Avelino (AM), considerou que a decisão de anular a sessão de votação do impeachment não tem nenhum valor jurídico porque o processo não está mais na Casa.
Para Avelino, a votação do processo é um ato jurídico perfeito e acabado. O líder disse que consultou vários juristas que também entendem que a decisão de Maranhão não tem valor nenhum.
O líder do DEM afirmou que o partido deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão de Maranhão.
Presidente interino pediu retorno do processo a Câmara
Na decisão, Waldir Maranhão pediu que o processo seja devolvido pelo Senado Federal e determinou que seja realizada nova sessão para votar o pedido de impedimento de Dilma Rousseff no prazo de cinco sessões contados a partir da devolução do processo.
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