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Li??es valiosas

Quando José Maranhão (PMDB) assumiu o governo depois da sua cassação, em fevereiro de 2009, Cássio Cunha Lima foi para os Estados Unidos, onde ficou longo tempo. Seus aliados na Assembleia criaram problemas administrativos, mas nada que o sucessor não pudesse superar com a experiência que acumulou nas gestões anteriores. Já o espaço político ficou livre, e o peemedebista avançou tanto que chegou à convenção com apoio da maioria dos prefeitos e as pesquisas apontando 23 pontos percentuais de vantagem em relação a Ricardo Coutinho. A condução da campanha foi que tirou a vitória das suas mãos.

Quando Ricardo Coutinho assumiu em janeiro de 2011, a oposição respeitou a trégua a quem assume pela primeira vez. E o pessebista usou o tempo para destruir a imagem do antecessor, garantindo que o Estado estava quebrado. Em abril, quando o balanço oficial mostrou outra realidade, já estava consolidada no imaginário popular que José Maranhão deixou rombo nas finanças.

Os dois momentos da vida política paraibana contêm lições que a nova oposição a Ricardo Coutinho pretende levar a sério: primeiro, que um líder, assim reconhecido pela população, é indispensável, e não apenas por ter credibilidade, mas principalmente para ser símbolo da luta e alternativa para o futuro. Segundo, que Ricardo Coutinho não deve ser subestimado, pois recorre a todas as armas e não considera ninguém indispensável ao seu projeto. Que aliados e adversários são assim rotulados a partir dos interesses comuns ou divergentes.

Como iniciou o segundo mandato, não existirá trégua de 100 dias. O fato do governador, até mesmo no discurso de posse, fustigar a oposição, reforçou a decisão. Mas não vão fazer oposição por oposição. Pretendem selecionar as causas a partir do acompanhamento da gestão, desde a necessidade e viabilidade dos projetos, até seus custos. Darão a mesma atenção as compras, aos preços e aos fornecedores.

E não pretendem negar seu apoio as obras e ações realmente importantes para os paraibanos, porque o objetivo não é apenas desgastar Ricardo Coutinho, é credenciar os que estão na oposição e que alimentam a esperança de chegar ao governo antes de 2018, por conta das muitas ações que pedem a cassação do pessebista.

Os partidos e os políticos na oposição são outros, mas pretendem se beneficiar das lições dos que estiveram na mesma posição, para ter mais sucesso.

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