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Linguagem de campanha

Teve quem estranhasse as palavras duras do prefeito Luciano Cartaxo contra o PMDB e a forma como desclassificou a candidatura do senador Vital do Rêgo, que tem sido importante aliado do PT e defensor do governo da presidente Dilma Rousseff. Esses certamente esqueceram que diplomacia não faz parte da prática política em ano eleitoral. Às vésperas de qualquer pleito o que predomina é o ‘vale tudo’ e o ‘salve-se quem puder’.

Luciano Cartaxo atacou o PMDB, repetiu que fez uma chapa partidária porque não conseguiu atrair nenhum partido e que a candidatura de Vital é “inexpressiva, fabricada e de laboratório”. Até considerou como “equívoco” do PT a liberação de recursos financeiros para sua campanha.

O prefeito reafirmou que não tem possibilidade do PT votar no PMDB, mesmo que aconteça o que ele não acredita, que é a Justiça Eleitoral confirmar a decisão da Executiva Nacional, que determinou a anulação da aliança com o PSB e coligação com o PMDB.

E essa decisão tem data para ser conhecida: até terça- feira próxima sai a decisão do TRE-PB. Quem perder certamente recorrerá, mas o vencedor na Paraíba, mesmo se houver recurso ao TSE, poderá usar o tempo de propaganda no rádio e na TV, que começa no dia 19. Ninguém do PMDB aceita responder ao Prefeito ou ao deputado Anísio Maia, que usa o mesmo tom e argumentos. O candidato Vital do Rêgo diz que trabalha para unir os aliados da presidente Dilma e de Michel Temer na Paraíba. O líder, Raniery Paulino prega o diálogo como solução das desavenças.

Por que a diferença na linguagem?Estratégias. O PMDB espera que a diretriz nacional do PT seja confirmada pela Justiça e evita clima de confronto em nome da convivência futura. Os petistas, por outro lado, têm muito a perder se essa hipótese se confirmar. Começaria pela candidatura a senador de Lucélio Cartaxo, depois anularia a aliança para deputado federal, e ainda produziria repercussão para as eleições de 2016, quando Luciano Cartaxo deve tentar a reeleição. Dependendo de quem vencer o governo, saem fortalecidos como prováveis adversários Luciano Agra, Ruy Carneiro, Manoel Júnior e Cícero Lucena.

O discurso de Luciano antecipa que ele vai seguir defendendo o projeto que inspirou a união com o PSB. Com o silêncio, o PMDB aposta que sua paciência será recompensada.

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