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Longo caminho

A insatisfação de diversos grupos sociais com as alterações da legislação previdenciária, e também trabalhista, bateu forte à porta do Congresso Nacional ontem. Representantes sindicais de categorias da segurança pública realizaram manifestação no Parlamento, inclusive com vidraças quebradas e correria.

Momentos após as cenas de confronto entre policiais manifestantes com a Polícia Legislativa, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA) anunciou que a idade mínima para policial se aposentar deve ficar em 55 anos – inicialmente era de 65 anos, depois foi reduzido para 60, até ontem.

Pelo resultado da manifestação dos policiais, muitas categorias deverão ganhar as ruas de Brasília nos próximos dias para buscar vitórias em seus pleitos. Para o governo, apressar a tramitação da proposta seria providencial na confirmação de suas reformas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reafirmou que o cronograma da matéria previdenciária está mantido e deve chegar ao Plenário em maio, possivelmente no dia 8.

Mais tarde, no entanto, o plenário da Casa deu uma demonstração de que nada está ganho. Os deputados rejeitaram um requerimento de urgência que, se tivesse sido aprovado, aceleraria a tramitação do projeto que estabelece a reforma trabalhista.

Para que o pedido fosse aprovado, eram necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis à urgência, mas o requerimento recebeu 230 votos, além de outros 163 contrários. O requerimento, assinado pelo líder do governo, o paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), e por mais 14 líderes de partidos da base aliada do governo.

Até mesmo o PMDB, partido do presidente Temer, votou contra na Câmara, provocando uma imensa dor de cabeça para o Palácio do Planalto, que esperava aprovar a urgência com pelo menos 308 votos. O DEM, partido do presidente Rodrigo Maia, foi a única legenda governista que não traiu. Foram 23 votos a favor.

Com a rejeição da urgência, o prazo estabelecido para emendas dos parlamentares, que termina na semana que vem. Ao que pese a tradição democrática e pacífica, há muitas batalhas à vista no Centro do Poder. (Damásio Dias)

TORPEDO

“Vamos deixar o Judiciário em paz. O Judiciário vai cumprir a sua tarefa. E vai cumprir adequadamente como sempre cumpre. Mas vamos deixar o Legislativo e o Executivo continuar a trabalhar.”

Do presidente Michel Temer em discurso durante abertura do café da manhã com os deputados da Base Aliada na Câmara, ontem.

Ausência sentida

No primeiro dia de sessões ordinárias após o recesso da Semana Santa na Assembleia Legislativa, a ausência do presidente Gervásio Maia foi uma das mais sentidas, sobretudo, por ser ele o que mais cobra presença dos deputados.

Furou a pauta

O parlamentar do PSB era o mais esperado pela imprensa, após ter declarado em entrevista no interior que não disputará o governo do Estado, como alimentado por vários correligionários e profissionais da comunicação.

Terá candidato

Presidente da legenda na Paraíba, o deputado Rômulo Gouveia garantiu que o PSD deve ter candidatura própria ao governo do Estado, seguindo a orientação nacional. O prefeito Luciano Cartaxo é o nome, mas “só em 2018”.

Não tem nomes

O presidente do PMDB, senador José Maranhão, afirmou ontem que a legenda não tem nome definido para a disputa do governo no próximo ano e que não acredita que nenhum partido tenha. Para ele, é muito cedo.

ZIGUE-ZAGUE

O governador Ricardo Coutinho vai hoje ao município de Boqueirão para recepcionar a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco à barragem que abastece CG e região.
Em ano pré-eleitoral, para firmar o próprio nome para a disputa do próximo ano, tem gestor que apela ao anunciar o anúncio (redundante mesmo) de obras, programas e ações.

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