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Lua e planetas se alinham no céu da PB; veja calendário

2021 será um ótimo ano para amantes da Astronomia. Chuvas de meteoros, conjunções entre planetas, superlua e eclipse estão entre os eventos astronômicos previstos para ano. O calendário foi confirmado ao Portal Correio pela Associação Paraibana de Astronomia (APA).

O primeiro espetáculo celeste com visualização possível na Paraíba ocorreu na madrugada do dia 3 de janeiro, com a chuva de meteoros Quadrântidas. O próximo evento astronômico que poderá ser visto do estado é a conjunção da Lua, Marte e Urano. O alinhamento dos planetas com o satélite natural da Terra acontece nesta quarta-feira (20).

O presidente da APA, Marcelo Zurita, explica que a proximidade de Marte deve ajudar o espectador a encontrar Urano, mas o planeta de cor azulada só pode ser visto através de telescópio ou binóculos. Segundo ele, a distância entre Marte e Urano será de 1 grau e 38 minutos, o que equivale a pouco mais do diâmetro aparente de três luas cheias. Dependendo do instrumento usado, os dois estarão no mesmo campo de visão do telescópio ou binóculo. Marcelo Zurita destaca que o fenômeno é uma boa oportunidade para quem gosta de observar e fotografar objetos muito próximos no céu.

Gráfico extraído do software Stellarium — Divulgação/Marcelo Zurita

“As conjunções chamam a atenção mais por uma questão estética do que científica. Nesse caso, Urano é um planeta difícil de se enxergar a olho nu. E é exatamente pelo fato do brilho dele ser muito fraco e difícil de observar que essa a conjunção oferece uma excelente possibilidade. Achar Marte no céu é fácil, então com um binóculo é possível encontrar Marte e usá-lo como referência para encontrar Urano”, orienta Marcelo Zurita.

Eventos astronômicos visíveis na Paraíba em 2021

  • 20 de janeiro: conjunção da Lua, Marte e Urano
  • 4 de março: oposição do Asteroide 4 Vesta
  • 4 a 6 de março: conjunção de Mercúrio e Júpiter
  • 9 e 10 de março: conjunção de Mercúrio, Júpiter e Saturno e Lua
  • 10 e 11 de março: conjunção da Lua, Mercúrio, Júpiter e Saturno
  • 6 e 7 de abril: conjunção da Lua, Júpiter e Saturno
  • 22 de abril: chuva de meteoros Lirídeas
  • 27 de abril: Superlua
  • 5 de maio: chuva de meteoros Eta Aquáridas
  • 12 e 13 de maio: conjunção de Lua, Mercúrio e Vênus
  • 28 e 29 de maio: conjunção de Mercúrio e Vênus
  • 12 e 13 de junho: conjunção da Lua, Vênus, Marte e estrela Pollux
  • 11 a 14 de julho: conjunção de Vênus e Marte
  • 12 de julho: conjunção da Lua, Vênus e Marte
  • 21 a 24 de julho: conjunção de Vênus, Marte e estrela Regulus
  • 30 de julho: chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeos
  • 12 e 13 de agosto: chuva de meteoros Perseidas
  • 15 a 31 de agosto: os cinco planetas mais brilhantes visíveis ao mesmo tempo no céu
  • 17 a 19 de agosto – conjunção de Mercúrio e Marte
  • 8 e 9 de setembro: conjunção da Lua, Mercúrio, Vênus e estrela Spica
  • 9 de outubro: conjunção da Lua, Vênus e a estrela Antares
  • 21 de outubro: chuva de meteoros Orionídeas
  • 17 de novembro: chuva de meteoros Leônidas
  • 19 de novembro: eclipse lunar parcial
  • 7 de dezembro: conjunção da Lua, Vênus e Saturno
  • 14 de dezembro: chuva de meteoros Geminídeas
  • 31 de dezembro: conjunção da Lua, Marte e Antares
Fenômenos que ocorrem em 2021, mas não serão vistos na Paraíba
  • 8 a 12 de janeiro: conjunção de Mercúrio, Júpiter e Saturno
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 13 e 14 de janeiro: conjunção da Lua, Mercúrio, Júpiter e Saturno
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 6 de fevereiro: máxima conjunção de Vênus e Saturno
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 10 de fevereiro: conjunção de Vênus, Júpiter, Saturno e Lua
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 11 de fevereiro: máxima conjunção de Júpiter e Vênus
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 15 a 28 de fevereiro: conjunção de Mercúrio, Júpiter e Saturno
    – Motivo: proximidade com o Sol
  • 26 de maio: eclipse lunar total
    – Motivo: será visível em totalidade apenas em países do Pacífico e Leste Asiático, Austrália e oeste da América do Norte. México, Chile e Argentina terão visão parcial do fenômeno

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