O deputado Luiz Couto (PT) voltou a contestar, da tribuna da Câmara Federal, algumas ações ocorridas no pleito do último dia 5. “Pessoas chegaram às casas antes das urnas e pagaram contas, combustível. Trouxeram candidatos de grandes fazendas e vilarejos já com o santinho na mão e a promessa de que se votar neste você ganhará um prêmio ou garantirá seu emprego”.
Leia mais notícias de Política no Portal Correio
Luiz Couto ressaltou que o cabresto envolve também o uso do poder de milicianos e do crime organizado nas comunidades pobres, que obrigaram moradores locais a votar em quem eles querem.
“Se a população não cumpre o determinado, a milícia pode abusar do poder e causar mortes ou parar de oferecer ajuda”, disse, acrescentando em seguida: “ainda vivemos um curral eleitoral sem limites e isso é vergonhoso”.
Depois de lembrar que a mídia registrou o envolvimento de autoridades públicas ou de filhos desses figurões com a compra de votos, o parlamentar afirmou que “esse mecanismo muito recorrente nos rincões mais pobres do Brasil como característica do coronelismo, não acabou”.
Luiz Couto defendeu que o Brasil precisa mudar a forma de fazer política e de governar. “Mudar o sistema eleitoral, que hoje favorece o poder econômico, e fazer uma reforma política republicana para inibir a ação dos aproveitadores”.