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Microcefalia não é causada só por zika; veja riscos com mais doenças e orientações

A Secretaria de Saúde de João Pessoa lembrou nesta quarta-feira (30) que não é só o Zika vírus que está associado a microcefalia, como já divulgado pelo Ministério da Saúde. Outras doenças podem ser responsáveis pela malformação do bebê e exigem atenção das gestantes.

De acordo com a coordenadora da área de Neonatologia do Instituto Cândida Vargas (ICV), Juliana Soares, a microcefalia pode ocorrer sempre que houver uma lesão cerebral significativa na fase de crescimento acelerado do cérebro, não é um problema específico de uma doença ou condição.

São várias as doenças que podem provocar problemas na formação do feto, principalmente quando adquiridas pela mãe nos três primeiros meses de gestação, como rubéola, toxoplasmose, sífilis e infecções causadas pelo citomegalovírus são as principais causas conhecidas de malformações fetais, entre elas a microcefalia.

Ainda de acordo com a coordenadora da área de Neonatologia do Instituto ICV, as formas de evitar o contágio com essas doenças variam de acordo com cada uma, mas os cuidados básicos com higiene e a saúde, inclusive de animais domésticos, e manter-se sempre vacinado são fundamentais.

“A mulher deve sempre estar vacinada, se prevenir de picadas de mosquitos usando repelente ou andando mais coberta, evitar a ingestão de carne malpassada e o contato com fezes de gato, no caso da toxoplasmose, entre outros cuidados básicos”, orienta a médica.

Juliana explica também que é durante o primeiro trimestre da gravidez o período mais crítico da gestação por ser o estágio onde os principais órgãos e sistemas do embrião estão se formando, dessa forma, qualquer agente externo pode ter um impacto grave neste processo. Mas, mesmo com maiores chances dessas doenças ocasionarem complicações à saúde do bebê nos três primeiros meses da gravidez, a pediatra alerta que ao longo de toda a gravidez pode haver danos desde que à doença esteja em atividade.

Doenças que podem causar microcefalia

Rubéola – Até a constatação da relação entre o zika e o nascimento de bebês com microcefalia, o grande temor das grávidas sempre foi a rubéola. A infecção durante a gravidez pode causar diferentes tipos de malformação fetal. Problemas de audição, de visão, doenças ósseas, alterações cardíacas e microcefalia são algumas das complicações decorrentes da infecção na gestante. Existe vacina e está disponível no calendário regular de vacinação.

Toxoplasmose – A doença é causada por um protozoário que pode estar presente nas fezes de felinos e também em carnes malpassadas. Em geral se trata de uma febre branda. Na gravidez, no entanto, pode causar más-formações cerebrais no feto, entre elas a microcefalia.

Citomegalovírus – Embora a infecção em si não seja grave, geralmente uma febre branda, as consequências para o feto podem ser sérias, sobretudo porque não há tratamento para a doença. No feto em formação essas infecções podem causar alterações no sangue, problemas de audição, microcefalia.

Sífilis – A doença, causada por uma bactéria, é sexualmente transmissível, uma doença grave, porém tratável. No entanto, se acometer grávidas, pode trazer complicações de formação fetal, sobretudo anomalias ósseas. Leia também: PB tem quase mil casos de sífilis em 15 meses, sendo mais de 400 em gestantes

Atendimento aos bebês com microcefalia

Ampliando as linhas de cuidados com o intuito de garantir assistência e o acompanhamento à população, o Centro de Referência Municipal de Inclusão para Pessoa com Deficiência (CRMIPD), na Rede Municipal de Saúde, é a porta de entrada para os atendimentos aos bebês que nascem com microcefalia, na Capital.

Para os atendimentos nesses casos, o Centro recebe os encaminhamentos das Unidades de Saúde da Família (USFs) e regula as consultas para atendimentos em neuropediatria, realizados no próprio CRMIPD, e quando identificado necessidade de avaliação complementar em áreas oftalmológicas e auditivas são encaminhadas para clínicas e centros conveniados.

Além de atendimento para os casos de microcefalia, o Centro de Referência Municipal de Inclusão para Pessoas com Deficiência atende também crianças, adolescente e jovens com deficiência e/ou distúrbios de comportamento ou de aprendizagem. Nele são realizados tratamentos precoces e/ou de habilitação/reabilitação das variadas deficiências e distúrbios.

Os atendimentos do Centro acontecem de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. O serviço pode ser procurado pela população diretamente no local, sendo necessário apresentar um laudo médico.

Para mais informações sobre o Centro, a população pode entrar em contato pelo número 3218-9807.

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