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Minist?rio da anticorrup??o

A presidente Dilma Rousseff disse e repetiu, variadas vezes, no decorrer da campanha, que nenhum tipo de corrupção será tolerado no seu Governo e que os casos que acontecerem serão investigados, com punição severa para os culpados, doa a quem doer. Depois que o escândalo do mensalão foi descoberto, graças à competência, eficiência e independência da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, colocaram na cadeia nomes influentes e poderosos do Governo e da iniciativa privada. Agora chegou a vez de empresários igualmente poderosos serem presos por corrupção.

Até que enfim, as coisas mudaram no Brasil. Antes do Governo Lula, era difícil pensar em políticos e empresários poderosos atrás das grades, mesmo que temporariamente. Semana passada, a sociedade viu (pela TV) a PF prender dirigentes e donos de empreiteiras famosas como a Mendes Júnior, OAS, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia, entre outras.

Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que o escândalo da Petrobras “mudará para sempre a relação entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e a empresa privada”. Na ótica de Dilma, vai acabar com a impunidade. Para ela, não se pode condenar as empresas, mas as pessoas que estão nas empresas e fazem o papel de corrupto e corruptor.

A presidente tem razão, embora ela precise adotar critérios mais rigorosos na escolha de auxiliares do primeiro ao quarto escalões. Ela precisa exigir dos aliados que apre- sentem nomes de pessoas honestas, que tenham capacidade técnica e que não sejam afeitas ao recebimento de propinas que prejudicam a economia do País e maculam a imagem da nação interna e externamente.

Já que existem tantos ministérios, Dilma poderia criar mais um: o da anticorrupção, para atuar como fiscal de todos os demais ministérios no sentido de identificar problemas logo no nascedouro e cortar o mal pela raiz. Sendo assim, estaria prevenindo o governo de possíveis futuros escândalos de corrupção, como o que está acontecendo na Petrobras. O ministério da anticorrupção poderia ser comandando não por um ministro, mas por um conselho de notáveis e honestos da sociedade. Talvez, assim, a corrupção desse uma trégua. (Adelson Barbosa dos Santos)

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