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Tarifaço: ministro da Saúde garante que Brasil vai buscar novos mercados para o setor

Declarações foram feitas em entrevista exclusiva ao programa Correio Debate, da 98FM Correio

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou duramente as novas medidas tarifárias anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o Brasil buscará alternativas para exportar produtos da área da saúde a outros países. A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao programa Correio Debate, da 98FM Correio, em meio ao debate sobre os impactos econômicos e comerciais provocados pelas decisões do republicano. (Confira a entrevista completa acima)

“Faremos absolutamente de tudo para proteger a saúde do povo brasileiro, para que ela não seja afetada por essas medidas absurdas do presidente dos Estados Unidos. Estamos acostumados a ver Donald Trump atacar a saúde desde que começou o governo dele. A gente está se protegendo deles. Todo abuso tarifário como esse afeta importação e exportação de produtos na área da saúde. Nós temos algumas empresas brasileiras que exportam dispostivos médicos para diagnósticos, para equipamentos, para os Estados Unidos. Nós vamos apoiar essas empresas, encontrar outros países para vender e exportar, apoiar a manutenção dos empregos. O Brasil, hoje, preside as 20 nações mais ricas do mundo para produção de medicamento na saúde, dos Brics para a produção de serviços da saúde e preside a relação da União Europeia com o Mercosul. Vamos usar esses instrumentos para que as empresas possam exportar para outros lugares e países. Tudo que a gente puder importar de outros países, nós vamos fazer”

O ministro também comentou a politização da vacinação no país, que, segundo ele, fez com que o Brasil passasse a figurar entre os 20 países com menor cobertura vacinal infantil no mundo. Segundo Padilha, a retomada da confiança nas vacinas é uma das prioridades da pasta.

Ao ser questionado sobre uma possível candidatura de Lula à reeleição em 2026, Padilha afirmou que a decisão caberá ao presidente, mas ressaltou que há uma expectativa natural de continuidade por parte da população, caso o governo mantenha sua agenda de entregas sociais e econômicas.

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