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Moda e crises históricas: o que elas têm a ver?

Conteúdo patrocinado. A moda também significa a sociedade e perpassa vários âmbitos do cotidiano, da forma de se vestir até a mobília da casa. As roupas são como uma linguagem verbal que define o posicionamento e comportamento em sociedade. Assim, na história de guerras e pandemias, como a Gripe Espanhola – ou mesmo após Covid-19 em um futuro próximo –,é possível ver que seus impactos mudam as pessoas e seus hábitos diários.

A expressão de ideias e emoções atuais afeta o sentido da moda e sua indústria com novos significados. Por isso, ao seguir a dinâmica cultural das pessoas, ela define tons, tendências, formas e outros códigos a serem usados após eventos que mudam a configuração social, explica a Profa. Ma. Mirella Braga, de Design de Moda do Unipê.

“A moda é um dispositivo social, global, dinâmico, que altera códigos e produz trocas intensas entre os sujeitos”, diz Mirella. “Ela personaliza, individualiza, reinventa, constrói. Mas como fenômeno sociocultural é que ela expressa hábitos, usos, costumes da sociedade, intensificando consumos, produzindo linguagens e alterando os comportamentos sociais”, conclui.

Após a I Guerra Mundial, as mulheres ocuparam mais espaços, como no trabalho em fábricas, fora do âmbito doméstico, e na política formal, com a luta emancipatória pelo direito ao voto. A moda incorporou esse movimento e transmitiu valores de lutas feministas na cultura das ruas nas roupas, dando agilidade e praticidade às mulheres. “Há o abandono definitivo dos espartilhos e há um encurtamento ainda maior das roupas, as saias chegam até as canelas, deixando as pernas à mostra para melhor locomoção feminina”, exemplifica.

Nos anos 1940, com o início da II Guerra Mundial, ela é alterada para fabricar roupas com tecidos alternativos e cortes em estilo militar, e houve uma preocupação com os looks femininos:cintura extremamente marcada, saias godês imensas, rodadas, e ombro arredondado. Depois, a indústria de produtos de beleza volta com a imagem da mulher-boneca,advinda de ícones como Marilyn Monroe, pensando a beleza da mulher.

Outros eventos marcantes, como a globalização nos anos 1990, também mudaram hábitos e costumes, até pelo uso intenso de computadores. A moda andou ao lado do e-commerce e de marketplaces, tendo relações digitais com usuários e aumentando a compra em marcas como Dolce & Gabbana, GAP, Sephora e Tiffany, bastando um simples clique para efetuar aquisições.

“Talvez essa seja a grande pedida após a crise sanitária da Covid-19: na praticidade de casa, há o consumo”, diz.“As redes sociais, que são canais de empreendedorismo, se intensificam ao longo dos anos e ocupam hoje uma grande absorção das vendas dos produtos, seja venda de cosméticos, roupas ou calçados”, arremata Mirella.

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