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Moradores voltam a fechar acesso ao porto da PB e postos ficam sem combust?vel

Os moradores das ruas que dão acesso ao porto da Paraíba, localizado no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, voltaram a fechas as vias e impedir o abastecimento e o transporte de equipamentos feitos por caminhões nesta terça-feira (17).

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Pelo menos oito ruas de acesso ao porto estão fechadas com pedras, fitas e cartazes, pedindo que o projeto de pavimentação e infraestrutura seja posto em prática. Por conta da interdição, são aproximadamente 20 caminhões que estão estacionados em praças e ruas próximas à área interditada, à espera da resolução do impasse.

A realização do projeto do entorno do porto havia sido acordado junto ao Ministério Público no dia 25 de fevereiro deste ano, quando ocorreu a última manifestação pela mesma causa.

De acordo com um dos moradores líderes do movimento, André Luiz, são mais de 300 famílias que estão sendo prejudicadas pela falta de condições das ruas que dão acesso ao porto.

“Nós estamos sofrendo com a poeira e com a falta de infraestrutura e não temos condições de sobreviver nessa situação. Essas ruas, pela importância que têm, deveriam estar bem cuidadas”, reclamou.

Os moradores querem drenagem, saneamento e pavimentação no entorno do porto para que as vias tenham condições de suportar o peso e a movimentação diária de veículos no local.

Prejuízos

Com o fechamento das ruas, desde essa segunda-feira (16), o abastecimento dos caminhões não é feito já há quatro dias, contando com os dois dias do fim de semana em que não há funcionamento do setor.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba, Omar Hamad, lamentou que o setor de abastecimento ainda continue sendo prejudicado pela falta de ação dos governos.

“É um absurdo o descaso com que o poder público está tratando o caso, porque pelo que eu estou sabendo até agora nenhum representante governamental esteve no local para negociar a desobstrução das ruas”, desabafou.

Omar informou que se a situação persistir, o paraibano começará a sentir a falta de combustível nas bombas. “Como já estamos há quatro dias com os caminhões parados, o desabastecimento será inevitável e não só em João Pessoa, mas em todo o estado”, analisou.

Audiência

Ele informou, ainda, que tentou negociar com os manifestantes para que fosse liberado pelo menos 30 por cento dos veículos para que motoristas não ficassem parados no local, mas não foi aceito pelos manifestantes.

O vereador Márcio Bezerra (PP), líder do governo municipal na Câmara de Cabedelo, informou que a Prefeitura já tem disponível R$ 3,5 milhões para a execução do projeto do entorno do Porto e que o custo total da obra fica em torno de R$ 7 milhões.

O parlamentar informou, ainda, que está sendo agendada uma audiência com o governador Ricardo Coutinho (PSB), para solicitar a participação do Estado, numa contrapartida financeira. Outra ideia, conforme o vereador, seria o engajamento financeiro dos empresários, através de medidas que facilitação, como a redução de ICMS.

Márcio esteve na manhã desta terça-feira (17) no local do protesto e disse que ouviu os moradores que querem uma sessão especial na Câmara para discutir o problema. “Assim que fizermos esse contato com o governo do estado, iremos marcar a sessão que foi reivindicada pelos moradores de Cabedelo”, garantiu.  

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