O presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) nem desembarcou na Paraíba, mas as manifestações contra ele já começam a aparecer. Depois da Câmara da Capital nega-lo o título de cidadão, o movimento LGBT da Paraíba divulgou nesta quinta-feira (9) uma nota de repúdio ao deputado federal.
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Conforme a nota enviada à imprensa pelo coordenador do Movimento Espírito Lilás (MEL), Renan Palmeira, o público LGTB critica as ideias de Cunha que tratam de ‘cura Gay’, o ‘Dia do Orgulho Hétero’, e ‘Estatuto da Família’.
Segundo os homossexuais, “tais projetos se caracterizam como tentativas claras de institucionalizar o preconceito e a discriminação em razão da orientação sexual e/ou a identidade de gênero, além de violarem frontalmente o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, a democracia brasileira e a luta histórica pela igualdade substancial”.
A nota diz ainda que Eduardo Cunha “tem utilizado o cargo para legislar segundo suas convicções pessoais de cunho fundamentalista, sob a justificativa de que heterossexuais sofrem discriminação em virtude de sua orientação sexual”.
O repúdio defende também que os projetos voltados para a comunidade LGBT devem avançar, a partir de dados do relatório produzido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República sobre a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no Brasil, que revelam que em 2012, foram notificados pelo Disque 100, 3.084 denúncias de 9.982 violações relacionadas à população LGBT, envolvendo 4.851 vítimas e 4.784 suspeitos. Em relação a 2011 houve um aumento de 166,09% de denúncias e 46,6% de violações.
Eduardo Cunha desembarca em João Pessoa na noite desta quinta-feira (9), onde participa de um debate sobre reforma política na manhã desta sexta (10).