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MPT intima secretário de Saúde de Cabedelo para esclarecimentos sobre vacinação

Procurador do Trabalho está apurando possíveis irregularidades na vacinação contra a Covid-19 na Grande João Pessoa
MPT
Sede do MPT-PB (Foto: Divulgação)

O Ministério do Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) determinou, nesta quarta-feira (17), a “intimação imediata”, do secretário municipal de Saúde de Cabedelo para audiência nesta quinta-feira (18), às 10h, na sede da instituição, em João Pessoa, para prestar esclarecimentos sobre o plano de vacinação no município.

O procurador do Trabalho Eduardo Varandas está apurando denúncias de possíveis irregularidades nas campanhas de vacinação contra a Covid-19, em municípios da Região Metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o procurador, a investigação quer verificar se os municípios estão cumprindo, efetivamente, o plano nacional de vacinação em que prioriza a imunização dos trabalhadores de saúde que estão atuando na linha de frente da pandemia e de idosos.

“Tendo em vista a quantidade de denúncias que venho recebendo, acerca de eventual desobediência do critério de vacinação da Covid-19 no município da Cabedelo, inclusive envolvendo pessoas socialmente conhecidas e agentes políticos, determino a ‘imediata intimação’ do secretário de Saúde de Cabedelo, a fim de prestar esclarecimentos”, informou o procurador Eduardo Varandas Araruna.

No despacho assinado nesta quarta-feira (17) pelo procurador, ele determinou, ainda, que seja requisitado do Denasus uma auditoria no município de Cabedelo e que o fato seja comunicado também à Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU).

A equipe de reportagem do Portal Correio tentou entrar em contato com o secretário através da Secretaria de Comunicação do município, mas não obteve resposta. Qualquer manifestação por parte do secretário pode ser encaminhada para o e-mail [email protected]

Atuação conjunta

O procurador do Trabalho Eduardo Varandas ressaltou que todos os ramos do Ministério Público na Paraíba (MPF, MPPB e MPT) têm atuado para que o plano nacional de vacinação seja respeitado e que os direitos dos públicos prioritários sejam assegurados (neste momento profissionais da linha de frente da pandemia e os idosos), já que, no cenário atual, não há doses suficientes de vacina para imunizar toda a população de uma só vez.

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