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M?rito pr?prio

Não quero – e efetivamente não vou, por motivos óbvios – tentar extrair a importância do meu gênero na constituição da família. O homem tem sim seu quinhão estratégico na composição familiar – fundamental, por exemplo, na concepção.

Mas volto a repetir a sabedoria de um jovem filho que, tentando consolar a mãe abandonada pelo marido, sozinha em sua missão de prover os filhos, soltou a pérola: “uma mãe vale por um balaio de pais”.

Na família de Carol, essa sabedoria é amplificada. Elevada, eu diria, à terceira potência.

Pois todos os capítulos da vida dessa jovem, que conheci menina e vi se transformar em gente grande – daquele tipo de grandeza forjada na cultura, educação e na concupiscência de alcançar novos patamares – foi escrito em consórcio com duas outras mulheres.

A primeira delas é a avó, Dona Lourdinha Cruz. A segunda é a mãe, Patrícia Cruz.

Ambas dedicaram a vida à criação de Carol e de sua irmã, Dudinha. E quando falo em dedicação, também elevo às potências. Pois essas duas mulheres – e o amor incondicional que devotam – canalizaram suas energias, tempo e trabalho para construir o futuro da nova geração Cruz.

Hoje, colhem os frutos dessa semeadura amorosa.

Mas boas safras começam- necessariamente – por boas sementes. E a semente em epígrafe é das melhores.

Carol é fértil em dedicação, inteligência e persistência.

Como a conheci ainda muito menina, só vim a enxergar e reconhecer seus valores mais adiante, quando já sobressaia sua dedicação aos estudos – desde sempre, um foco prioritário em sua vida.

Conhecedor de sua competência, convidei-a para integrar a equipe de assessores parlamentares de meu gabinete no Senado Federal – onde podia experimentar a boa convivência na mais alta corte legislativa do País e, ao mesmo tempo, cursar faculdade em Brasília.

Ela, mais uma vez, abraçou a oportunidade. E agora desfruta os louros da obstinada caminhada em direção a este futuro que sonhou acordada, debruçada nos livros, em tantas noites insones de estudos.

Carol hoje é, aos vinte e poucos anos, Doutora Carolina Feitosa Cruz Cabral, aprovada em concurso público para o cargo de Procuradora Federal da Advocacia Geral da União. A posse ocorreu no último dia 7, diante de uma plateia formada por ministros e diversificado leque de autoridades da Capital Federal.

Assistindo emocionada a posse de sua menina, a mãe finalmente capitulava a profunda sabedoria embutida no dito popular que prega: a porta de entrada é estreita, porém alta o suficiente para não curvar aos que nela adentram.

Carol só se curvou aos livros. Nunca às vicissitudes. E entra nesta porta tão estreita com a cabeça ereta de quem trilhou cada passo amparada por um único trunfo: o mérito próprio.

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