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Mulheres empreendedoras do Sertão Paraibano: a profissionalização como reconhecimento do próprio potencial

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, conheceremos a história de mulheres empreendedoras da região sertaneja

Suélia Maria tinha dificuldades de pegar um tecido e produzir uma peça completa; agora, diz que “entrega igualzinho”. Costureira do Alto Sertão da Paraíba, encontrou no empreendedorismo uma forma de transformar a própria vida. Ela e tantas outras mulheres enxergaram nesse caminho mais que uma formação profissional: encontraram também o reconhecimento do próprio potencial.

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, conheceremos a história de mulheres empreendedoras da região sertaneja, que ressignificaram suas trajetórias por meio da geração de renda e do fortalecimento da autoestima. É resistência, permanência nas terras de origem.

‘Uma grande descoberta’

A costureira Suélia Maria viu os resultados acontecerem na prática. Antes de ingressar no curso de empreendimento, ela não sentia confiança para produzir peças completas. Com dificuldades financeiras e sem trabalho fixo, encontrou uma oportunidade de mudar de vida. Dependente do Bolsa Família para pagar aluguel, água e luz, as formações foram essenciais para organizar-se financeiramente.

Eu não tinha conhecimento de quase nada. Só fazia pequenos ajustes e não tinha coragem de fazer uma peça inteira. Depois que aprendi a anotar tudo o que eu recebia e gastava, tomei um susto com o quanto eu estava faturando. Foi uma grande descoberta

Agora, sente-se segura profissionalmente e tece sua vida entre linhas e agulhas, com pontos firmes e resistentes.

“Hoje não tenho dificuldade de pegar um tecido e transformar em uma peça. A pessoa manda a foto e eu entrego igualzinho”, concluiu.

Alçou voos

Fernanda Dias da Silva é artesã, e começou com um pequeno negócio. Atualmente, é proprietária de um ateliê de artesanato, onde alcança, principalmente pelo Instagram, clientes de todo país.

As redes sociais era um dos seus desafios mais temidos. Por ter dificuldades com a ferramente, não acreditava ir além. Mas, após a capacitação, alçou voos maiores. Conquistou, também com o auxílio das redes sociais, a realização de muitos sonhos.

Hoje elas (redes sociais) são minhas grandes aliadas na divulgação e nas vendas. Meu negócio, que começou tão pequeno, já me rendeu minha casa própria, minha moto zero quilômetro e vários prêmios em dinheiro


‘Me sinto mais confiante’

Para a manicure e pedicure Rosângela Ribeiro Amorim, as transformações mudaram a forma dela enxergar o própio trabalho. A empreendedora via a atividade como renda extra e não como um negócio.

Aprendi a valorizar meu tempo, separar o dinheiro do negócio do pessoal e planejar metas. Hoje me sinto mais confiante para investir e buscar crescimento

Todas estas histórias deram passos concretos e firmes.

O projeto Multiplica por Elas, desenvolvido no Sertão do estado, é uma iniciativa voltada especificamente para mulheres que empreendem. Foi entre aulas teóricas e experiências práticas que a vida de Suélia Maria, Fernanda Dias, Rosângela Ribeiro e tantas outras, se transformaram.

De acordo com a gestora de Inclusão Produtiva, Layza Anacleto, o acompanhamento vai além da formação teórica.

“Observamos transformações profundas. Muitas mulheres chegam com baixa autoestima e insegurança e passam a se reconhecer como capazes, protagonistas e empreendedoras”, contou Layza.

Estimular o empreendedorismo local é levar estas mulheres a seguirem acreditando na sua capacidade de construir, investir e, acima de tudo, a acreditarem no seu potencial de viver com dignidade e perspectivas sem deixar a suas terras. É a resistência e o permanência de mãos dadas com o empreendedorismo local.

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