O Museu do Patrimônio Vivo – MPV da grande João Pessoa não para. Neste sábado de Aleluia (4), a exposição itinerante sobre bens culturais imateriais da Paraíba aporta na comunidade quilombola de Paratibe, situada no Litoral Sul.
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Com início programado para as 17h, o evento leva ao Galpão Multi Cultural do Quilombo Paratibe um panorama das expressões artísticas, culturais, ofícios e tradições que foram inventariados pelo Museu. Serão expostas fotografias que compõem um roteiro com 59 banners, que apresentam a diversidade cultural de 13 comunidades tradicionais da grande João Pessoa.
Em Paratibe haverá também apresentações artísticas do grupo de capoeira Afro Nago, de danças afrobrasileiras (coco, ciranda, maculele, samba) e homenagem a mestres da cultura popular e a agentes culturais da comunidade. O evento no Quilombo será um reconhecimento e reverência à cultura viva do lugar. Para a agente cultural local, Yaarah América, que participou do mapeamento do bens culturais e montagem da exposição, a valorização e reconhecimento dessas tradições culturais é muito importantes para o povo quilombola.
A exposição já passou pelos bairros do Roger, Novais, Rangel e pelas comunidades quilombolas de Gurugi/Ipiranga, no Conde. Esse trabalho é fruto de uma pesquisa de campo realizada pelo Museu Vivo que capacitou jovens em Agentes Culturais Comunitários para o reconhecimento e mapeamento das manifestações culturais de maior expressão nas comunidades.
Segundo a coordenadora pedagógica do MPV, essa etapa do projeto, de circular com a exposição nas comunidades, devolver o resultado da pesquisa aos bairros é a mais importante. “Voltar aos bairros e devolver aos mestres que foram entrevistados, fotografados, filmados o resultado da pesquisa em vários formatos é o fechamento de um ciclo que traz em si o símbolo do respeito, da dignidade, do reconhecimento”, vibra Nara Santos.
O Museu do Patrimônio Vivo atua de forma descentralizada e viva, estimula a autonomia e auto estima das comunidades em relação aos seus valores e tradições. É um projeto que tem impulsionado ações de salvaguarda do patrimônio imaterial da Grande João Pessoa. A iniciativa foi premiada em 2013 pelo IPHAN Nacional, por meio do Prêmio Rodrigo de Melo Franco, na categoria patrimônio imaterial e contou com o apoio do Fundo Municipal de Cultura -FMC de João Pessoa e do Fundo de Incentivo a Cultural Augusto dos Anjos – FIC.