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Na quarentena, quedas representam riscos para idosos

Conteúdo patrocinado. Durante a pandemia, as quedas ocorridas com idosos merecem atenção. Em geral, estão associadas a altos índices de morbimortalidade, redução da capacidade funcional e institucionalização precoce. Mas por estarem mais tempo em casa, os idosos têm impactos negativos na funcionalidade, especialmente pela sarcopenia, o processo natural e progressivo de perda de massa muscular.

Com o avanço da idade, o risco de cair aumenta significativamente se comparado a outras fases e etapas da vida. Um estudo da revista Ciência & Saúde Coletiva mostra: a taxa de mortalidade de idosos por quedas aumentou 200% entre 1996 e 2012 nas capitais do Brasil. “São eventos comuns e frequentemente temidos pelos idosos, devido às alterações do processo de senescência (envelhecimento) e senilidade (velhice), que os tornam mais fragilizados e susceptíveis a estes, como outros eventos incapacitantes”, conta a Profa. Ma. Rachel Fonseca, de Fisioterapia do Unipê.

Para idosos, os principais fatores são: sexo feminino, presença de doenças crônicas, histórico de quedas, prejuízos psicocognitivos, polifarmácia (uso rotineiro e concomitante de quatro ou mais medicamentos), ambiente físico inadequado, uso de benzodiazepínicos, incapacidade funcional e hipotensão postural.

As consequências variam: as leves são classificadas, por exemplo, por lacerações sem suturas e escoriações; as moderadas, por lacerações com suturas; as graves trazem diversos tipos de fraturas que podem levar à incapacidade severa e até à morte. Segundo Rachel, 5% das quedas resultam em fraturas; já de 5% a 10%, em ferimentos que precisam de cuidados médicos.

“As consequências e os custos envolvidos com as quedas em idosos são relevantes tanto para o indivíduo, em termos dos traumas físicos e psicológicos, da perda de independência e até mesmo do risco de morte, quanto para os serviços de saúde, em termos de utilização de recursos e ocupação de leitos hospitalares”, frisa.

Para minimizar as quedas na quarentena, a prática de exercícios físicos orientada estimula a força e melhora a saúde e o desempenho nas atividades diárias, socializando e dando mais independência, autonomia e qualidade de vida.

Outras instruções de Rachel são: orientar sobre os riscos de queda e suas consequências; fazer avaliações geriátrica global, com medidas corretivas adequadas, consultas anuais oftalmológicas, auditivas, de boca, rotineiras dos pés, e interdisciplinar; racionalizar prescrições e corrigir doses e combinações inadequadas; reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas e corrigir fatores de risco ambientais (condições da casa).

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