Nadadora n?o quer torcida de quem apoia redu??o da idade penal

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Depois da manobra que aprovou na Câmara a proposta de redução da maioridade penal, a nadadora Joanna Maranhão decidiu usar as redes sociais para demonstrar todo seu descontentamento. A atleta, que se prepara para a disputa do seu quarto Pan-Americano, criticou a postura do presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em sessão que só terminou na madrugada desta quinta-feira (2) e disse que não quer a torcida de quem corrobora com a mesma ideia. Segundo o texto da PEC 171,  adolescentes com 16 anos ou mais podem responder por crimes hediondos (como estupro, sequestro, latrocínio e homicídio qualificado, entre outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

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“Eu vou para o Pan-Americano, eu vou defender o meu País, mas não vou estar representando essas pessoas que batem palma para (Marco) Feliciano, (Jair) Bolsonaro, Eduardo Cunha, (Silas) Malafaia. Não são vocês que estou representando. A torcida de vocês eu não faço questão nenhuma de ter”, disse Joanna.

Mesmo depois da primeira sessão de debates, iniciada na noite de terça-feira (30), o presidente da Casa colocou novamente o tema em votação por meio de uma emenda aglutinativa, o que gerou revolta em parte dos políticos e da sociedade.

“Já é a segunda vez que eu amanheço e tomo conhecimento destas manobras criminosas que Eduardo Cunha tem feito no Congresso e eu sinto um desgosto muito grande”, disse Joanna. “Não sou a favor da redução da maioridade penal, não há nada, não há nenhum dado que me convença que isso resolve violência. A gente sabe que no Brasil quem vai ser preso é menor de idade preto de favela. O menor infrator de família bem resolvida e com grana não vai para a cadeia e não vai pagar pelo crime.” 

A proposta ainda precisa ser apreciada pelo Senado Federal e em segundo turno pela Câmara dos Deputados.

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