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Não abrace o lixo

O grande filósofo Aristóteles ensinou que é pela observação que entendemos o mundo, e que esse conhecimento define quem somos.

Filiado a mesma linha de pensamento, o empirismo, o inglês John Locke explicou: “Quando o homem nasce, sua mente compara-se a um papel em branco, que vai sendo preenchido conforme suas experiências”.

Não nascemos bons ou maus, de direita ou de esquerda, belicosos ou pacifistas, individualistas ou altruístas, coxinhas ou mortadelas.

Não nascemos com nenhuma ideia pré-instalada. Aprendemos. O que somos é fruto das circunstância no nosso entorno e das opções que fazemos no caminho.

Se você nasce no campo, está supostamente induzido ou afeito as coisas do campo. Se, ao contrário, foi na beira-mar, está atavicamente ligado as coisas das águas.

Nada impede, no entanto, que um praiano seja vaqueiro, e que um interiorano se transforme em grande pescador, até porque, na vida e no amor, os opostos se atraem. Muitas vezes nosso fascínio é por aquilo que não temos no dia a dia.

O homem nasce limpo, é condicionado pelo ambiente, pela educação familiar, por suas convivências, mas tem o poder de ser o que quiser.Pode escolher ser um intelectual ou um pragmático.

Tem grandes empresários que sem educação formal, se transformaram em exemplos de sucesso. Não desprezaram o conhecimento; buscaram o que precisavam em outras fontes.

Temos os com tamanha genialidade, que não precisaram de diploma para revolucionar o mundo. Bill Gates abandonou os cursos de Matemática e Direito, em Harvard, no 3° ano, para se dedicar a Microsoft. Hoje é o homem mais rico do mundo.

Temos o livre arbítrio, podemos escolher desde nossa profissão – geralmente por necessidade – até o parceiro de vida – razão e emoção.

Eu, Roberto, sou razão e emoção em praticamente tudo. Não consigo dissociar. Por isso, também não consigo conceber como determinadas pessoas que tiveram a graça do conhecimento, de poder discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal, se abraçam com o lixo.

Temos inúmeros exemplos de jovens que receberam toda orientação e acesso a melhor educação, mas desprezaram o que aprenderam por paixão a bandidos.

Temos visto filhos que, cegos de amor, matam pais para agradar parceiros.

O nosso presente não comporta desculpas por erro em razão de falta de informação. O papel em branco que era nossa mente ao nascer, é preenchido continuadamente.

Todos podem ir a escola, se atualizar pelos jornais, sites, rádios e TVs. O Google disponibiliza gratuitamente praticamente todo o conhecimento acumulado pela humanidade, e as redes sociais permitem que se conheça tudo, das ideias as amizades, sobre qualquer um.

Se pessoas estão seguindo o lixo – e essa classificação abrange corruptos e demagogos que prometem o céu sabendo que não entregarão – não estão sendo enganadas. Estão permitindo ser enganadas.

O Brasil precisa que façamos uso do conhecimento que temos. Quem faz, não abraça o lixo.

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