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Nas alturas

O que se faz a 37 mil pés de altura, em um espaço reduzido, por oito, dez horas? Quase nada. E é por isso que a maioria das pessoas que embarca em um voo transatlântico faz exatamente como eu: procura, em seu entorno, algo para se distrair.

Foi exatamente isso o que fiz mês passado, quando embarquei em Recife com minha mulher, Sandra, para participar de mais uma edição da feira internacional de arquitetura de Milão, na Itália.

O voo Recife-Lisboa me proporcionaria, porém, uma surpresa agradável em meu ritual de distração do ócio imposto por essas viagens. E ela estava no bolsão à frente de minha poltrona, dentro da revista Up, da TAP.

Logo nas primeiras páginas, uma foto espetacular, daquelas de tirar o fôlego, exibia o litoral da região metropolitana de João Pessoa.

A fotografia, assinada por Cacio Murilo, destacava em primeiro plano o ponto mais oriental das Américas, Ponta do Seixas, e o Farol do Cabo Branco, tendo as enseadas subseqüentes – Cabo Branco, Tambau, Manaíra, Bessa e mais ao fundo Cabedelo – como complemento do cenário paradisíaco.

Não sei se é absolutamente verdadeira a premissa que de uma foto vale por mil palavras, mas a de Cacio Murilo diz o essencial: que a Orla paraibana é um espetáculo na Terra, um lugar para se conhecer.

Dos apelos turísticos que a gente pode lançar mundo afora, aquele é profundamente eloqüente.

Responsável pela veiculação da imagem na revista da empresa aérea, a atual gestão da Empresa Paraibana de Turismo – que deslancha o Centro de Convenções de João Pessoa e finalmente destravou o Pólo Turístico Cabo Branco – coloca, com mais esta iniciativa, a Paraíba nas alturas.

Daquele ângulo, com aquelas cores, João Pessoa está absurdamente irresistível.

Diante de tanta contrapropaganda que os brasileiros têm feito mundo afora neste momento pré-Copa do Mundo de Futebol – em um dos mais contundentes atentados contra os interesses pátrios jamais vistos na história recente do País – a iniciativa da Pbtur, de mostrar todos os nossos tons e calor, é um quente refrigério.

Com potencial para aquecer o turístico e também a nossa autoestima, arranhada por todos os solavancos recentes.

Especialmente para os que têm o privilégio de morar nesse litoral.

Como não se sentir privilegiado?

Como não se sentir orgulhoso diante do reconhecimento de que aquilo tudo ali é – nada mais, nada menos – do que a minha casa?

A nossa linda casa paraibana.

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