Quando uma candidatura cai no gosto popular, ganha resistência contra tentativas de inviabilizá-la. Quando não deslancha, atrair predadores interessados em ocupar seus espaços. O PSB não confirma interesse em substituir seu pré-candidato a prefeito na Capital, João Azevedo, mas que a sua postulação está sob ataque, é inegável.
Azevedo seria vítima de “fogo amigo”,dos que acham que não soube aproveitar a chance que recebeu e que não conseguiu se credenciar como real opositor do prefeito Luciano Cartaxo. Como só faltam cinco meses para a eleição, avaliam que com ele o risco de insucesso será grande, mesmo se o governador Ricardo Coutinho for para as ruas, bater de casa em casa, como promete.
Não se trata de objeção ao técnico, mas da descrença de que possa virar um aglutinador de votos para os aliados. Querem um nome que tenha peso político e que possa enfrentar o prefeito Luciano Cartaxo, contra quem estão perdendo até o discurso da Lagoa, com o qual esperavam indispô-lo com os eleitores saturados com corrupção. A PMJP dispõe de relatório técnico da Caixa Econômica que coloca por terra as suspeitas de irregularidades e sobrepreço nas obras.
Avaliam que a gestão de Luciano Cartaxo enfrenta problemas na área de mobilidade, mas tem o que mostrar. Acham que as ações na área social vão ajudar seu discurso de candidato a reeleição, principalmente os programas habitacional e de creches. E que ainda poderá usar a crise como aliada, porque tem conseguido manter os compromissos em dia.
Havendo mudança na Presidência da República, Ricardo Coutinho perderá uma aliada, mas o partido de Luciano Cartaxo, o PSD, subirá ao poder com o peemedebista Michel Temer, que ficará no mínimo por seis meses, ou seja, até depois das eleições.
Lembram ainda que o tempo de campanha foi reduzido, assim como o de propaganda, o que não é bom para um estreante. Dizem até que o perfil técnico está em baixa graças as consequências da gestão Dilma Rousseff, enfrentadas por todos os brasileiros.
Se insistir com João Azevedo, o PSB terá trabalho dobrado. Esse movimento atingiu sua candidatura mais do que qualquer ação dos adversários.
Torpedo
“O que nós queremos é uma mudança profunda na forma de se fazer a política do Brasil, e essa mudança começa pela maneira em que é construída a coalizão política. Não pode manter o balcão de negócio, o ‘toma lá, dá cá’, a simples ocupação de cargos”.
Do líder Cássio Cunha Lima, defendendo que o apoio do PSDB a Temer seja baseado em programas e reformas para o Brasil voltar a crescer.
Aprovado
A 1ª reunião foi um teste e tanto para a paciência do paraibano Raimundo Lira, presidente da Comissão do Impeachment do Senado, ontem. Petistas e seus aliados tentaram de tudo para retardar andamento dos trabalhos.
1ª derrota
No primeiro confronto na Comissão – a eleição do relator, o senador tucano Antonio Anastasia – os governistas conseguiram apenas cinco votos em 21. No plenário, de 81, 50 já declaram apoio ao impeachment.
Calendário
Amanhã a comissão ouvirá os signatários da denúncia contra Dilma. Na sexta-feira, será a vez da defesa. Anastasia fará a leitura do seu relatório no dia 4 e marcou a votação para o dia 6. Decisão no plenário será no dia 11.
Definitivo
O pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PT, Charliton Machado reafirmou que não fará composições com “golpistas” em torno da vaga de vice e que seu partido terá candidatura própria em qualquer cenário.
Zigue-Zague
João Pessoa está entre as 50 cidades do Brasil com maior potencial de desenvolvimento pelo ranking Connected Smart Cities 2015, que avaliou 700 municípios.
A Capital paraibana ficou em 3° no Nordeste e 29° no Brasil. A Urban Systems considera sustentabilidade econômica, qualidade de vida e meio ambiente.