A 45 dias da eleição, começa a caça aos eleitores. Até agora os candidatos estavam mais empenhados em disputar lideranças políticas e preocupados em garantir sustentação nos municípios. Com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, o alvo passa a ser os cidadãos, aqueles que com seus votos colocam e tiram os governantes.
Para conquistar os eleitores, os candidatos vão propor programas de governos e oferecer como garantia suas histórias de vida. Será uma parte muito importante da campanha, mas não a única. Os debates que estão sendo promovidos pelas empresas de comunicação e entidades, confrontarão essas propostas, discutirão necessidade e a capacidade dos seus proponentes de viabilizá-las.
Para os cidadãos, os debates são oportunidades para conhecer melhor os candidatos, avaliar suas ideias a partir das críticas que recebem e das respostas que oferecerem. Com essas informações, poderá decidir com mais segurança o seu voto, afinal de contas, a melhor proposta não é garantia de excelente governo. Para ganhar, muitos ‘vendem’ sonhos, que continuarão como sonhos por não terem a competência e a força de vontade para torná-los realidade.
Por isso, a importância de ouvi-los com atenção, pois o vitorioso pode ficar quatro anos trabalhando pelo desenvolvimento econômico e social do Estado ou simplesmente usufruindo do poder conquistado,sem nada de relevante oferecer em troca.
Até os bate-bocas são reveladores das personalidades dos candidatos. E essa atenção deve ser dispensada também aos que disputam cargos legislativos (deputados estaduais, federais e a vaga de senador), pois são eles que votarão, em nosso nome, leis que podem tanto melhorar nossas vidas, como piorar.
Os votos de ‘gratidão’ e de ‘amizade’ já não têm o peso que apresentavam no passado. As campanhas da Justiça Eleitoral e de entidades comprometidas com o voto livre, têm contribuído para conscientizar cidadãos de que a transferência de poder tem efeitos inevitáveis: positivos ou negativos, dependendo da escolha.
Vale a pena, sim, prestar atenção no guia eleitoral, nos debates e nas entrevistas. Votar no escuro é deixar o futuro à sorte.