Angelina Jolie foi elogiada por seu trabalho como diretora do filme Invencível, que conta a história de um atleta americano que é feito prisioneiro pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.
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Alguns profissionais de cinema chegaram a falar de possíveis indicações ao Oscar para a produção, que tem roteiro dos irmãos Coen, do premiado Onde os Fracos Não Tem Vez.
No entanto, uma polêmica pode atrapalhar o sucesso do filme. No Japão, grupos conservadores estão acusando o longa de ser racista e de depreciar a imagem do país.
Segundo o jornal Daily Telegraph, esses grupos dizem que a história distorce fatos. Hiromichi Moteki, secretário-geral do grupo nacionalista Sociedade pela Difusão dos Fatos Históricos, falou ao jornal.
— É pura invenção. Não há checagem, então qualquer pessoa pode fazer essas denúncias. Esse filme não tem credibilidade e é imoral.
Um dos grandes pontos de discussão são as cenas de tortura ao atleta americano Louis Zamperini, protagonista do filme. Ele serve o exército americano e sofre um acidente de avião durante a guerra, caindo no oceano. Louis fica 47 dias em um bote, Aaté que é resgatado pelos japoneses e feito como prisioneiro. A trama é baseada no livro Invencível – Uma História de Sobrevivência, Resistência e Redenção, de Laura Hillenbrand, que também relata episódios de abusos por parte dos japoneses aos seus reféns.
Um site japonês já recolheu oito mil assinaturas para impedir que o filme seja exibido no país. Alguns mais radicais pedem até que Jolie nunca mais possa entrar no Japão.
Em contrapartida, estudiosos afirmam que os japoneses que estão reclamando precisam encarar o passado e reconhecer o que foi feito. Mindy Kotler, diretora do centro de pesquisas Asia Policy Point, falou ao Daily Telegraph que existem documentos que comprovam as torturas e abusos com prisioneiros de guerra.
— É ultrajante e repreensível negar o que aconteceu a Louis Zamperini.
Invencível deve chegar aos cinemas brasileiros em 15 de janeiro de 2015.