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Número de casos prováveis de chikungunya aumenta 436% na Paraíba

4º Boletim Epidemiológico das Arboviroses acendeu alerta sobre infestação do mosquito Aedes aegypti na Paraíba
Mosquito Aedes aegypti (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

O 4º Boletim Epidemiológico das Arboviroses, publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nessa segunda-feira (10), apontou aumento significativo no número de casos prováveis de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os casos prováveis de chikungunya registrou acréscimo de 436%, enquanto que o número de casos prováveis de zika saltou 136%. Houve queda somente nos casos prováveis de dengue. Neste ano, SES já registrou três óbitos supostamente causadas por arbovirose nos municípios de Campina Grande, Conde e João Pessoa.

“Sabemos que a Covid-19 acaba mascarando esses sinais e sintomas. A sintomatologia é bastante semelhante à das arboviroses, e acaba confundindo. A SES continua fazendo o assessoramento e o monitoramento junto aos municípios e suas respectivas Gerências Regionais de Saúde. Este trabalho está sendo realizado de forma on-line, com videoconferência, tratando sobre o manejo clínico das arboviroses”, pontua a técnica da SES responsável pelas Arboviroses, Carla Jaciara.

Os dados divulgados nessa segunda-feira são referentes à 17ª Semana Epidemiológica e possui informações levantadas até 1º de maio. De acordo com Carla Jaciara, o boletim atual indica 1.671 casos prováveis de dengue, enquanto o anterior apresentava 974. Já para a chikungunya, o desse mês tem 1.342 casos e o anterior trouxe 961. Em relação à zika, a 17ª Semana Epidemiológica apresenta 104 casos prováveis, enquanto o boletim anterior apontava 40.

A técnica da SES destaca também que, de acordo com o Guia Epidemiológico, o vírus da dengue pode ser classificado em quatro sorotipos, sendo conhecidos como: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Ela afirma que, neste último boletim, foi possível identificar 15 casos de dengue tipo II na Paraíba.

“Quando a gente consegue coletar uma amostra em tempo oportuno, e fazer o isolamento, conseguimos identificar esses casos. Está aí a importância de estar sempre vigilante com relação ao acompanhamento e identificação para a coleta em tempo oportuno dessas amostras sejam realizadas”, observa.

O combate ao mosquito é permanente e é importante lembrar que a população precisa seguir mantendo os cuidados de sempre como eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, contribuindo para o controle das arboviroses dengue, zika e chikungunya. O boletim traz uma série de recomendações às Secretarias Municipais de Saúde, tais como: manter ativa a vigilância para notificação dos casos suspeitos; realizar coleta de material para confirmação laboratorial de casos suspeitos e para o isolamento viral, com intuito de identificar o sorotipo de dengue circulante.

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