Não vou aqui defender causas, efeitos e ordenadores, mas vale aquela
máxima: “nada como um dia atrás do outro…”, e uma crise no meio, ou
aquela outra: “nunca diga desta água não beberei”. Com o Congresso
Nacional em recesso, o tema da vez é o pagamento do 13º salário dos
servidores estaduais e municipais. Pela manhã, os noticiários locais
davam conta de que o Governo do Rio de Janeiro, considerado um dos mais
ricos do País, não só não pagou a metade do abono como ofereceu a opção
de empréstimo bancário.
Automaticamente, me veio à mente a polêmica, cantada e recitada por
oposição e campanhas seguintes, envolvendo o atual senador Cássio Cunha
Lima, que usou da ‘alternativa’ para não deixar o servidor sem a ceia
natalina em 2003, no primeiro ano de mandato. À época, alegou ter
herdado o pagamento do 13º de 2002 e que não havia dinheiro em caixa. Se
Cássio se utilizou do discurso, também não vou entrar nesse mérito.
Agora, é importante lembrar que, quando se destróem determinados tipos
de discurso, é de se pensar bem, porque mais à frente poderá precisar se
valer do mesmo e não terá bala para queimar.
Além do Rio de Janeiro, o mesmo acontece em Estados como Sergipe, Rio
Grande do Sul e Tocantins. Alguns servidores receberá em seis ‘suaves’
prestações. Ou seja, terminará de receber o abono em meados de junho,
quando se costuma liberar a primeira parcela. Se estão certos ou
errados, se não há alternativas, uma coisa é certa: falta gestão.
Pmdb no spc do servidor
Coincidemente todos esses Estados são administrados por governadores
eleitos pelo PMDB: Pezão (Rio de Janeiro), Jackson Barreto (Sergipe),
Marcelo Miranda (Tocantins) e Ivo Sartori (Rio Grande do Sul). Na
Paraíba, o governador Ricardo Coutinho conseguiu pagar em dia, mas teve
que enxugar a máquina.
Sem acomodação
O deputado Adriano Galdino disse, em entrevista, que a criação do TCM
não passa pela acomodação de aliados. Segundo ele, são poucas vagas e
apenas uma de indicação do governador.
Indignação
Ao ser citado o nome do senador Cássio Cunha Lima, contrário ao TCM,
Galdino disse que a indignação de Cássio seria por que o tucano tem
diversos aliados no TCE.
Influência 1
Galdino deu a entender que o tucano teria certa influência sobre o órgão
por ter indicado alguns integrantes. Perguntado se por ter essa
influência, o TCE não teria isenção, Galdino mudou o discurso.
Influência 2
Sobre uma possível influência no TCM, por parte do Governo, o presidente
respondeu: “Se uma pessoa é indicada por outra, fica devendo alguma
coisa”.
Infeliz
Em relação às declarações do presidente da ALPB, Adriano Galdino, o
deputado Tovar Correia Lima disse que o socialista foi infeliz nas
declarações. “Todos sabem que esse tribunal é para abrigar ou apadrinhar
políticos e que, no momento, o Estado não tem a menor condição
financeira de aumentar os seus gastos”.
Como secretário
Em entrevista ao Correio Debate (Correio Sat), o secretário João Azevedo
disse que a avaliação da gestão do prefeito Luciano deve ser feita pela
população e não por ele, secretário de Estado.
Como prefeito
O prefeito Luciano Cartaxo voltou a repetir, ontem, também na rádio, que
ainda não é momento para essa discussão política. O objetivo é pensar a
cidade.
Destaque 1
Um projeto de alunos e professores do Ensino Médio da Escola Virgem de
Lourdes, de Campina Grande, é finalista da Feira Brasileira de Ciências e
Engenharia, da USP.
Destaque 2
Orientados pelos professores Adriano Ribeiro e Kiew Galdino, o projeto
dos alunos é na área de acessibilidade e mobilidade urbana e foi
bastante aplaudido.