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O destino da Cagepa

A Paraíba participa do programa de concessões estaduais de saneamento do BNDES, mas não busca comprador para a Cagepa, e sim parceiros para realização de investimentos na área. O governador Ricardo Coutinho garantiu não ter intenção de privatizar a companhia, e a explicação do secretario João Azevedo, a quem está subordinada, sobre os termos da adesão, não conflita com a do banco.

O BNDES diz que o objetivo do programa é “desenvolver projetos de parcerias com iniciativa privada para a realização de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário, buscando a universalização desses serviços nos Estados”. O banco promete apoiar todo o processo: o estudo, prospecção de investidores, realização do leilão de concessão ou viabilização de outro modo de parceria.

A Paraíba estaria no “outro modo de parceria”. Ricardo Coutinho sempre se posicionou contra a privatização da Cagepa. Na campanha de 2010 prometeu fortalecer a empresa.

Além do mais, não tem motivo para a empresa não estar muito bem, já que desde que assumiu o governo autorizou seis reajustes na tarifa de água, que somados chegam a 79,26%, ou 60,34% acima da inflação, que no período atingiu 49,43%.

O secretário João Azevedo esclareceu que o estudo do BNDES deve apontar caminhos ideais para cada Estado – privatização, abertura de capital, PPP e PPI -, mas que o Estado pode aceitar a recomendação de forma parcial, total ou ignorar.

A reação dos adversários de Ricardo Coutinho à notícia do jornal O Globo, de que a Paraíba está entre as 10 empresas que “caminham para a desestatização”, resultou da forma silenciosa como tem agido em relação a tudo o que pode render reações contra o governo. Foi assim quando aumentou os impostos – graças a conivência de sua bancada, só se soube após aprovação em plenário -, e a tarifa da água – após publicação.

O presidente do PSDB, Ruy Carneiro acusa Ricardo de “sangrar” o bolso do contribuinte para valorizar a companhia, e fazer tratativas “pelas costas do verdadeiro dono da Cagepa, que é o povo paraibano”.

Ricardo vem tentando empréstimos para investimento desde 2015, mas não consegue por conta da situação fiscal da Paraíba. O BNDES oferece uma oportunidade. Só para saneamento.

TORPEDO

O estudo do BNDES vai indicar para cada Estado do Brasil como se atingir a universalização [do saneamento]. A partir daí, o Estado vai definir se adota ou não adota, ou se adota parcialmente ou na totalidade esses estudos que serão feitos por essa consultoria.

Do secretario João Azevedo, explicando que a adesão da Paraíba ao programa não implica compromisso com privatização da Cagepa.

Sem reajuste

A paralisação semanal do Sindifisco não sensibilizou Ricardo Coutinho, que após autorizar incorporação do valor de parte dos plantões à bolsa desempenho da Polícia, descartou reajuste para qualquer categoria.

A folha e a LRF

Explicação de RC: “Eu não posso simplesmente aumentar uma folha que já é muito alta. Já está acima da lei. Eu não posso fazer isso porque é, inclusive, algo profundamente injusto para com o povo como um todo”.

Radiografia

Ricardo disse que os servidores representam 2,5% da população e custam mais de 50% das receitas. O que sobra fica para políticas públicas que detem atender os outros 97,5%. Questiona a racionalidade e a justiça da situação.

Sem chance

Após confrontos com Renan Calheiros, Raimundo Lira voltou a ser incluído em lista para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Apressou-se em descartar interesse em qualquer cargos ou função.

ZIGUE-ZAGUE

+Milton Schahin, o do banco que fez empréstimo de R$ 12 milhões para José Carlos Bumlai repassar ao PT, e que foi pago pela Petrobras, fechou delação premiada.

+ O ministro Edson Fachin já recebeu o relatório da PF que conclui que os ex-presidentes Lula e Dilma e o ex-ministro Mercadante atuaram para obstruir a Lava Jato.

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