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O dia da caça

Depois de tantas notícias seguidas ruins, ontem foi um dia de algumas favoráveis ao governo, à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula. No Palácio, ela recebeu apoio de artistas; na Câmara, o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) fez a defesa das pedaladas fiscais e contou com o apoio do professor de Direito Financeiro Ricardo Ribeiro (UERJ), para quem a governante não cometeu crime de responsabilidade.

Mas a melhor notícia saiu do STF, que por maioria de votos confirmou a liminar do ministro Teori Zavascki, que tirou do juiz Sérgio Moro a competência para analisar os processos da Lava Jato que envolvem o ex-presidente Lula.

Não houve ainda decisão sobre o mérito. Foi decidida apenas por quem será julgado. O STF ainda decidirá sobre o desmembramento do processo que além de Lula inclui sua mulher e filhos. A posse também continua suspensa, conforme a decisão do ministro Gilmar Mendes.

Dilma também recebeu apoio nas ruas, organizadas por PT, CUT e outros aliados. Foram registradas atos em 23 Estados, entre eles a Paraíba, e no DF, com direito a shows de artistas que apoiam a petista. Diante das pressão, deu para respirar.

Mas não foi um dia só de flores. Os senadores Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e José Medeiros (DEM-MT), ingressaram com representação na Procuradoria-Geral da República contra Dilma. Alegam “possível prática de ato de improbidade administrativa” por conta da negociação que envolve cargos em troca de votos contra o impeachment.

A planilha da Odebrecht que registraria entrega, em dinheiro vivo, de mais de R$ 21,5 milhões para o Caixa 2 da campanha da reeleição de Dilma, levou o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima a cobrar do TSE rapidez nas investigações e o julgamento da governante.

Em meio a guerra política, destaco a sensatez do ministro Edinho Silva (Comunicação), que fez apelo ao diálogo contra o acirramento nas ruas: “Vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver? O primeiro enterro? Porque ele vai existir, não tenha dúvida, do jeito que se está radicalizando. Vai piorar muito. Eu penso que não estamos no auge”. Vamos torcer para que cheguemos ao desfecho da crise sem violência.

TORPEDO

Eu não vou às ruas a favor de Dilma, vou a favor da democracia, da legalidade e da busca da estabilidade econômica. Não sou do PT e não serei, mas acho que o Brasil, como uma moderna democracia, não pode se dar ao estranho luxo de ter golpes parlamentares.

Do governador Ricardo Coutinho (PSB), defendendo o mandato da presidente Dilma (PT).

Alfinetada

Para o deputado Raniery Paulino (PMDB) Ricardo Coutinho já merece um prêmio pela defesa de Dilma:“O governo hoje está na Bolsa de Valores. Acho até que o governador merecia um ministério no governo”.

No cravo

Ricardo Coutinho também foi alvejado, indiretamente, pelo deputado Tovar Correia Lima (PSDB), que propôs voto de aplauso ao presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pelo apoio ao impeachment de Dilma.

Nem aí

O governador Ricardo Coutinho vai comandar amanhã, ao lado do seu prefeito João Azevedo, a plenária do PSB na qual serão apresentados os pré-candidatos a vereador de João Pessoa. Será no Clube Cabo Branco.

No cravo

João Azevedo antecipa que no evento do PSB vai apresentar os 12 partidos que estarão na sua coligação. “Será uma grande festa” garante o candidato que vai enfrentar o atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

ZIGUE-ZAGUE

Em entrevista a Veja, ex-gerente da Petrobras América, com 30 anos de empresa, conta como mandou alertar Dilma sobre a compra superfaturada de Pasadena.

Otávio Pessoa Cintra diz que procurou o deputado Jorge Bittar,da ala ética do PT, para fazer chegar informações a então ministra da Casa Civil.

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