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O dia seguinte

Qual o impacto de 6,8 milhões, conforme os organizadores, e 3,6 milhões nos cálculos da Polícia (que não incluíram 53 cidades, entre elas o Rio de Janeiro) nas ruas do País, pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e apoiando o combate a corrupção pela Lava Jato?

Ignorar é impossível, seja para o alvo dos protestos ou para os congressistas que vão definir seu destino na apreciação do impeachment, que a Câmara deverá retomar nesta quinta-feira, após o STF julgar os recursos contra o rito que definiu e que dá palavra final ao Senado.

Em dezembro, essa era uma segurança para a presidente Dilma. Já não seria verdade antes da maior manifestação da história do Brasil. O Mapa do Impeachment do Vem Pra Rua mostrava na sexta-feira empate entre os senadores contra e a favor – 26 de cada lado – e 29 indecisos. Na Câmara, seriam 170 a favor, 128 contra e 214 indecisos. Dilma precisa de no mínimo 172 votos para sepultar o processo.Faltam 44.

Como votaria a Paraíba? Pelo Mapa, no Senado, o tucano Cássio Cunha Lima vota a favor do impeachment e estão indecisos os peemedebistas Raimundo Lira e José Maranhão. Este, aliás, tem motivos para dar um troco. Em 2010 ela evitou apoiá-lo publicamente para governador, para garantir também o apoio de Ricardo Coutinho. Quanto a Lira, era aliado de Fernando Collor, mas seguiu as ruas em 1992.

Na Câmara, três defendem o impeachment: Marcondes Gadelha (PSC), Benjamin Maranhão (SD) e Efraim Filho (DEM). Tem quatro contra, que são Luiz Couto (PT), Aguinaldo Ribeiro (do PP, foi ministro prestigiado de Dilma), Wilson Filho (do PTB e o pai assumiu diretoria do Banco do Brasil), e Damião Feliciano (PDT, marido de Lígia Feliciano a vice-governadora de Ricardo Coutinho, defensor de Dilma).

Na lista dos indecisos, Wellington Roberto (do PR, tem ajudado na defesa de Eduardo Cunha), Rômulo Gouveia (PSD, e seu presidente Gilberto Kassab é o ministro das Cidades), e os três peemedebistas: Veneziano Vital do Rêgo (o irmão,Vital Filho já votou contra Dilma no TCU), Manoel Júnior (foi indicado pela bancada e preterido para o ministério da Saúde) e Hugo Motta (na disputa pela liderança do PMDB, Dilma não poupou esforços para derrotá-lo e eleger Leonardo Picciani).

O socorro a Dilma dificilmente sairá da bancada da Paraíba.

Torpedo

“Dilma precisa ter a ousadia de iniciar um diálogo com setores da oposição, que estejam dispostos a dialogar, para sair da crise, para que o Congresso comece a votar às coisas, para que os empregos voltam e assim por diante”.

Do governador Ricardo Coutinho, que voltou a defender a presidente Dilma, mas cobrando uma reação para superação da crise.

RC alerta…

Ricardo Coutinho reconheceu que há uma grande insatisfação em setores da população – citou classes Média e B – em relação a crise no País, mas sustentou que existe um “maniqueísmo ao lado desta santa indignação”.

… Para riscos

“Que essa indignação santa não coloque em risco coisas adquirida ao longo do tempo, a exemplo do estado democrático de direito e o respeito à pessoa humana. É preciso respeitar as regras do jogo”, alertou Ricardo.

Habilidade

O pré-candidato a prefeito de Campina Grande pelo PSB, deputado Adriano Galdino disse que a sua vice ideal é Ana Claudia Vital do Rêgo, esposa do também candidato lançado, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB).

Habilidade 2

Estratégia para eliminar o concorrente? Ex-prefeito, Veneziano em 2014 foi ofederal mais votado, com 32,2% dos votos de Campina. Adriano, que começou se apresentando como seu reserva, tenta inverter posições.

Primeiro vazou a delação de Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, que denunciou os ministros mais próximos de Dilma: Ricardo Berzoini e Edinho Silva.

Depois, a juíza do caso Triplex (SP) decidiu que os crimes são da esfera federal e enviou o processo para Sérgio Moro, da Lava Jato. Haja notícia ruim para os petistas.

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