Eu o conheço há quase quarenta anos. Isso mesmo, quatro décadas já que era apenas um jovem de pouco mais de 20 anos quando ele me convocou para colaborar na inauguração do seu primeiro empreendimento na Paraíba onde acabara de chegar, vindo de Recife, cheio de projetos e muito entusiasmo para se fixar em João Pessoa.
De lá para cá nossos caminhos haveriam de se cruzar definitivamente até que eu viesse a integrar a sua família, a Família Correio, da qual ele tanto se orgulha e onde estou desde 1990 acompanhando a sua evolução e “fazendo parte desse crescimento”, como dizia o slogan criado por ele mesmo para demonstrar a integração e interatividade dos paraibanos para com os veículos de comunicação que integram a sua organização.
Por força do trabalho, de nossas atividades correlatas, e até mesmo pela identificação pessoal que nos une, estamos sempre a conversar e a trocar idéias. Nesses momentos, nem uma palavra é perdida. Praticamente tudo o que diz é objeto de reflexão, suas afirmações são precisas e os seus diagnósticos sobre os problemas humanos , econômicos ou circunstanciais são sempre muito pertinentes.
É um homem irremediavelmente preso à verdade, que não convive com a hipocrisia e não tolera a tibieza. Pragmático, afirmativo, lúcido e coerente, se permite apenas uma das mais naturais fraquezas humanas: a sentimentalidade, o apego à família e aos amigos que lhe são caros. Por eles não mede esforços, vai às ultimas conseqüências em gestos solidários e abundantes em afeto e generosidade.
Nos últimos anos, ainda mais amadurecido do que sempre foi, focado exclusivamente no bem que possa fazer aos seus semelhantes, à contribuição que possa deixar para a posteridade, tem contemplado os leitores do seu jornal com artigos impecáveis em que analisa os fatos e as questões do cotidiano. Sábias palavras de um homem vitorioso, que revelam conceitos acumulados de quem viveu muitas emoções, enfrentou muitos desafios e sempre soube superar as adversidades.
Ainda ontem , aqui neste mesmo espaço do CORREIO, ele brindou os seus leitores com uma abordagem sobre o valor do dinheiro, da ostentação desnecessária e da inconsciência coletiva nas questões que envolvem essa relação entre a futilidade da aparência e o que realmente importa para sermos felizes.
A cada dia que passa, a palavra do doutor Roberto Cavalcanti Ribeiro passa a ser mais importante para nortear os caminhos da Paraíba e dos seus conterrâneos.