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‘O melhor caminho para o Brasil é a diplomacia’, diz economista sobre nova taxação dos EUA

Taxação de 50% imposta pelos EUA sobre a exportação de produtos brasileiros tem gerado preocupação quanto aos impactos na economia brasileira
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma taxa de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros provocou um abalo na relação entre Brasil e EUA, além de gerar preocupação quanto aos impactos na economia brasileira. Na avaliação do economista Cássio Besarria, a melhor alternativa para o governo federal resolver a crise com o país norte-americano é buscar a diplomacia.

O especialista explica que o Brasil ainda é “pequeno” no mercado internacional. Por isso, ele defende que o governo brasileiro utilize os meios diplomáticos para mostrar que a taxação pode ser mais prejudicial para os Estados Unidos do que para o Brasil.

“O Brasil é um país que tem pouca representatividade no mercado internacional. Se a gente for olhar os dados, o Brasil não chega a 5% do percentual de comércio internacional. Então, nós somos muito pequenos. O melhor caminho para o Brasil, nesse momento, é o da diplomacia, buscar reverter esse cenário de aumento de tarifas por meio de caminhos diplomáticos e mostrar que, por exemplo, para os Estados Unidos, uma tomada de decisão como essa pode gerar mais prejuízo para eles do que para nós. No sentido de que eles vendem mais para o Brasil do que o Brasil compra deles. Esse seria o primeiro caminho”, explica Cássio Besarria.

Trump (Foto: Divulgação/White House – Reprodução)

O economista também defende que o Brasil amplie seu leque de países exportadores. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 2024, China e Estados juntos responderam por cerca de 40% das exportações brasileiras. Entre os principais produtos exportados para o país estudunidense estão petróleo, aviões, aço, celulose e café.

“O segundo caminho seria buscar, de fato, a diversificação comercial. Quando a gente tem uma grande concentração daquilo que é vendido pelo país em dois países, como é o caso dos Estados Unidos e China, que são os dois principais parceiros comerciais de Brasil. Quando esses países entram em crise, nós acabamos importando parte desses problemas para o mercado doméstico. Então, o fato de diversificar diminui esses efeitos, inclusive de uma política como essa que está sendo implementada pelo governo americano”, afirma.

Desde o anúncio da taxação, o presidente Lula tem defendido a soberania brasileira e afirmando que o Brasil não pode “baixar a cabeça” para as chantagens e ameaças de Trump. O governo reforçou ainda que poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso as negociações com a Casa Branca não avancem.

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