O queira n?o queira

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Na voz de Elis Regina ou dele mesmo: “É pau, é pedra, é o fim do caminho”…

São passados vinte anos e 50 dias de quando Tom Jobim nos deixou, desencarnando na Nova York que tanto também amava. Lá estava passando longa temporada, depois de dar uma entrevista dizendo que na MPB não se pode fazer sucesso no Brasil e ser conhecido no Exterior, num de seus raros momentos de irritação.

Lembrei fortemente dele domingo à noite, quando postei no Twitter: “Completa hoje 18 anos @tomlveloso. Tom nasceu em Salvador, no dia do aniversário de Tom Jobim, e é filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne”.

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim: “…mesmo a tristeza da gente era mais bela, além disso se via da janela um cantinho do céu e o Redentor”. Será que “é preciso inventar de novo o amor”?

Se todos fossem no mundo iguais a Jobim, ou ao “poetinha” Vinícius de Moraes, os passos desta estrada (como a beatliana “long and winding road”) dariam em tudo.

Seria um dia em que a felicidade deixaria der “a pluma que o vento vai levando pelo ar”. A felicidade teria vida longa em cada um de nós, ou talvez a vida inteira, até mesmo uma eternidade. Não precisaria “vento sem parar” e tudo não iria “se acabar na quarta-feira”.

Não importando que os retratos sejam em cores ou em branco e preto, também “eu teimo em colecionar”, mesmo trazendo “o peito tão marcado de lembranças do passado”. Não só de Jobim e Elis. Lembranças também de Clara Nunes, Gonzaguinha, Bernstein, Janis Joplin, Michael Jackson, Cazuza, Cássia Eller, Sivuca, Amy Winehouse, tanta gente…

Colecionamos lembranças do mundo, pois “é o mistério profundo, é o queira não queira, é o vento levando, é o fim da ladeira”…

É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar e que Tom Jobim sempre derramou geniais invenções musicais.

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