
Ficou um gostinho de “quero mais” para Arturo Baéz no Top Chef Brasil 4. O paraense foi o terceiro eliminado do reality, e apesar da vontade de mostrar mais sobre a culinária amazônica, o chef se sente orgulhoso e honrado de ter representado a região Norte no programa comandado por Felipe Bronze, que tem como jurados Emmanuel Bassoleil e Janaina Torres Rueda. As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.
Arturo fala com carinho dos ingredientes da Amazônia, e trabalha duro para que a gastronomia paraense ultrapasse as barreiras regionais: “Quero mostrar que cabem na mesa de qualquer lugar, harmonizam muito bem em vários tipos de preparo e em muitos segmentos da gastronomia”, explicou o chef.
Entre todas, a iguaria preferida de Arturo é o tucupi, caldo saboroso extraído da raiz da mandioca brava: “O tucupi corre nas minhas veias”, brincou.
Para que os insumos da Amazônia sejam cada vez mais difundidos, é necessário que as pessoas provem e se encantem. Por isso, Arturo criou o projeto “Pará na Bagagem”, que consiste em rodar pelo Brasil apresentando a culinária paraense em feiras e eventos gastronômicos.
A ideia nasceu há dois anos e meio, em parceria com o Sebrae e as Secretarias de Turismo de Parauapebas e do Estado do Pará. O projeto inicial era apenas documentar em vídeo a viagem, mas o resultado foi muito maior: “Rodamos 16 estados e mais de 100 mil quilômetros de carro. Levando em cada viagem, 400 até 500 kg de insumo”.
O prato “Bregão de Dois”, que fez Arturo garantir sua vaga no Top Chef Brasil, já foi servido mais de 12 mil vezes durante o projeto!
Logo na primeira prova do programa, que definiria qual participante seguiria no reality, Arturo teve uma grata surpresa: “Me emocionei muito ao ver a foto do meu pai lá”, contou o chef sobre a decoração escolhida para recebê-lo na estreia do Top Chef Brasil.
“A melhor parte foi me dar conta que estava no maior reality de gastronomia do mundo, representando a região Norte e representando a minha família, especialmente meu pai”, disse emocionado. Apesar do herói de Arturo não estar mais aqui, foi o responsável pelo participante ser cozinheiro, e posteriormente, chef de cozinha.
Além da emoção de ver fotos da sua vida, Arturo se realizou profissionalmente ao conhecer os jurados do reality: “Foi a maior experiência da minha carreira. Amei conviver com eles. Emmanuel Bassoleil é um lord, a Janaina Torres Rueda, um amor de pessoa, e o Felipe Bronze é uma máquina, o cara é muito bom no que faz”, elogiou.
Na opinião do paraense, o programa une visibilidade, convivência com outros chefs renomados e o contato com o trio especialista, “o ponto alto” do reality.
Arturo já era fã do Top Chef, e assistiu à todas as temporadas anteriores: “Poder jantar com Giovanni Renê foi uma experiência fantástica”, comentou sobre o último vencedor do programa.
“No Top Chef não existe perdedor, uns ganham mais e outros menos, mas todos ganham”, avaliou.