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‘Obra arrebatadora’: o que a imprensa internacional está dizendo sobre ‘O Agente Secreto’

New York Times elogiou a atuação de Wagner Moura no filme escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026
(Foto: Divulgação)

O filme O Agente Secreto, indicado pela Academia Brasileira de Cinema para disputar uma vaga no Oscar 2026, está fazendo sucesso não só no Brasil, mas no mundo afora.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, o longa foi descrito pelo New York Times como uma “obra arrebatadora”. O The Guardian e a revista Variety também não pouparam elogios para a trama.

“Filmes sobre resistência à tirania raramente inspiram risos, muito menos transformam uma perna humana decepada em uma piada engraçada”, escreveu o New York Times. “O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho adota uma sensibilidade descontraída e encontra o riso em meio ao terror. Ambientado em 1977, durante a ditadura militar brasileira, o filme se mantém afastado dos corredores do poder político e se passa, em vez disso, sob o sol e no chão, onde as pessoas vivem o aqui e agora”, continuou a publicação, que também disse que Wagner Moura atuou com maestria.

No início do ano, quando o filme foi exibido no Festival de Cannes, o jornal britânico The Guardian publicou uma crítica com cinco estrelas, descrevendo a trama como impecável em todos os sentidos.

“Este filme, visual e dramaticamente impecável em todos os sentidos, avança pela tela com uma confiança tranquila, fazendo pausas para saborear cada momento bizarro de comédia, cada desvio erótico ou nota de desamparo em seu caminho tortuoso até o desfecho violento — incluindo uma participação incrível de Udo Kier como um alfaiate perturbado. O Agente Secreto não segue as exigências de um thriller convencional, e esperar isso pode gerar impaciência. Ele é mais ‘romanesco’ em certo sentido: um filme centrado nos personagens, uma vitrine para a performance complexa e empática de Moura — mas também um palco para um cinema emocionante e cheio de bravura”, analisou o The Guardian.

Na mesma época, a revista Variety publicou um texto exaltando a direção de Kleber Mendonça Filho. Segundo a matéria, o cineasta tem capacidade de não apenas recriar, mas transportar o telespectador para a época do filme.

“Todos esses elementos contribuem para uma forte sensação de lugar, filtrada pela lente de um cinéfilo. Mendonça filmou digitalmente, usando equipamentos de câmera antigos para alcançar um visual widescreen anamórfico de alto contraste, condizente com a época. Mas é inegável a presença de uma sensibilidade mais moderna”, comentou a Variety.

Já a análise da revista The Hollywood Reporter aposta em Wagner Moura como um dos favoritos ao Oscar de Melhor Ator, superando Leonardo DiCaprio e Timothée Chalamet. No filme, o brasileiro interpreta Marcelo, um professor de 40 anos que tenta fugir da sua antiga vida violenta e misteriosa se mudando de São Paulo para Recife. No entanto, ele percebe que a rotina tranquila que imaginava não existe e passa a ser atormentado pelo caos do passado.

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